11/01/2009
Cenas do shougastu (Ano Novo) 3

Os ideogramas acima formam a palavra hatsumoode
A passagem do ano é uma data tão importante no Japão que transcorre permeada pelo sagrado. Tanto é que nos dias 1, 2 e 3 de janeiro, denominados de sanganichi, milhões de pessoas vão aos templos budistas e xintoístas para realizar uma cerimônia pessoal. Prepara-se o espírito para a renovação e para o ano que se abre, orando e fazendo pedidos às divindades e deuses. Este ato é chamado de hatsumoode, que literalmente significa a primeira visita do ano ao templo.

No dia 2, eu fui fazer o hatsumoode no templo xintoísta
Oyama-jinja, que fica no centro da cidade de Kanazawa (Ishikawa)
Mas não é só para rezar que se vai ao templo. A visita não deixa de ser uma diversão e um passeio tradicional dos feriados do shougatsu. Aproveita-se para consultar o omikuji, oráculo escrito num papel contendo, além dos níveis de sorte ou azar, previsões para vários itens como saúde, negócios, relação amorosa etc.


Antigamente, quando se tirava um omikuji infortunado, dobrava-se o papel e prendia-o com um nó em um galho de árvore para evitar que a previsão se realizasse. Mas, atualmente, muitas pessoas amarram tanto os maus como os bons presságios, para que fiquem nas “mãos dos deuses”.


No Oyama-jinja tinha um belo kadomatsu. É uma decoração típica do shougatsu que se coloca dos dois lados nas entradas dos templos, empresas e residências. É um indicador para chamar o toshigamisama (deus do Ano Novo).

No mesmo dia 2, também visitei um outro templo no centro de Kanazawa, o Ishiura-jinja. Ao lado do pavilhão principal tinha um “corredor” com vários portais vermelhos que levava a uma pequena e escondida capela. Dentro dela, eu rezei diante de um altarzinho ao ritmo de um tambor. Foi o mais mágico momento do meu shougatsu de 2009.



Por Reginaldo Okada


Comentários
Os comentários serão analisados previamente, por isso poderá demorar para serem publicados. Os que tiverem tom ofensivo ou conteúdo inapropiado serão eliminados.