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	<title>Curtindo o Japão - Relatos e Fotos</title>
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	<modified>2011-04-09T21:43:46+00:00</modified>
	<tagline><![CDATA[Através de fotos e textos sobre viagens, apresenta a cultura, paisagens e pontos turísticos do Japão ]]></tagline>
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		<title>Sakura e templos milenares da montanha Yoshino</title>
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		<issued>2011-04-09T19:44:13+09:00</issued>
		<modified>2011-04-09T10:44:13Z</modified>
		<summary>&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2417_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Diante do pavilhão Zao-do, sacerdotes Yamabushi, da religião Shugen-do, iniciam o Ogoma. Esse é um dos rituais realizados no festival Hanaku-senpoe&quot; title=&quot;Diante do pavilhão Zao-do, sacerdotes Yamabushi, da religião Shugen-do, iniciam o Ogoma. Esse é um dos rituais realizados no festival Hanaku-senpoe&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma grossa coluna de fumaça subia na área do templo Kinpusen-ji. Os sacerdotes Yamabushi tocavam cornetas de búzio e realizavam rituais diante de uma enorme fogueira. O fumacê era tanto que, visto de longe, poderia até se pensar que era um incêndio. Mas, não, era um festival mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa e outras cerimônias exóticas são partes de um &lt;em&gt;matsuri&lt;/em&gt; que tem um milênio de tradição, o Hanaku-senpoe. Ele é realizado todo ano nos dias 10, 11 e 12 de abril para comemorar a floração das cerejeiras na montanha Yoshino (Nara), e para anunciar à divindade cultuada nesse santuário que as flores atingiram o esplendor máximo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A princípio, a viagem que fiz a Yoshino foi para ver as suas famosas cerejeiras, pois foi nessa área que começou o costume de plantá-las para contemplar a floração. Por fim, também acabei curtindo bastante os inúmeros templos e a tradição religiosa local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A chamada Yoshino-yama é um conjunto de montanhas que fica na península de Kii e que se estende por três províncias: Nara, Wakayama e Mie. Em 2004, alguns pontos e templos dessa serra foram registrados como Patrimônio da Humanidade sob a denominação de “Locais Sagrados e Rotas de Peregrinação nas montanhas Kii”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Divindade na cerejeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Conta a lenda que, no século 7, Enno Ozunu, o criador da religião Shugen-do, estava se impondo um rigoroso treinamento espiritual na montanha Yoshino quando teve uma visão: a divindade Zao-gongen apareceu para ele. Em estado de graça, o asceta esculpiu num pedaço de tronco de cerejeira a imagem que viu e construiu uma capela para cultuá-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi assim que surgiu o templo Kinpusen-ji, a matriz do Shugen-do, e que a cerejeira passou a ser uma árvore sagrada na região. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Caminhos de peregrinação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Desde então, a serra Yoshino-yama se tornou um local sagrado para os adeptos da religião Shugen-do e foram erguidos muitos templos nos caminhos de peregrinação que atravessavam as montanhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até hoje, essas rotas estão preservadas e nelas se encontram santuários importantíssimos, muitos dos quais são registrados como tesouro nacional. O Shugen-do tem uma importância cultural muito grande, pois é uma das religiões primitivas do país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além desse fato, o que levou a Unesco a fazer o tombamento da  área como Patrimônio da Humanidade também foi o aspecto antropológico dessa tradição. Aqui ainda se preserva o Shugen-do acrescido do sincretismo com as religiões Xintoísta e o Budismo. Essa forma era muito comum no Japão até a Restauração Meiji (1868) e foi quase extinta por imposição desse governo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Natureza e templos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
É claro que a melhor época para visitar Yoshino é na primavera, para ver o grande espetáculo das cerejeiras, mas a montanha também tem outras atrações, como a floração das hortências no verão e o &lt;em&gt;kooyoo&lt;/em&gt; (avermelhamento das folhas das árvores) no outono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na verdade, para quem gosta de natureza, é um lugar para se curtir o ano inteiro, e sempre acrescentando no roteiro visitas aos inúmeros templos que existem na montanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os santuários imperdíveis estão os quatro que foram tombados como Patrimônio da Humanidade: além do já citado Kinpusen-ji, o Yoshimizu-jinja, o Kinpu-jinja e o Yoshino-mikumari-jinja. Todos têm história de mais de mil anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja mais sobre a montanha Yoshino&lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid125.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt; aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/blog/log/eid157.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. E mais sobre cerejeiras &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/sb.cgi?cid=41&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
T&lt;strong&gt;emplo Kinpusen-ji&lt;/strong&gt; – Entrada: gratuita. Horário para entrar no interior do palácio Zaō-dō: 8h30 às 16h30. Ingresso: ¥400, ¥300 e ¥200 (conforme a idade). Endereço: Yoshino-machi, Yoshino-yama, 2498. Site: http://www.kinpusen.or.jp/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Templo Yoshimizu-jinja&lt;/strong&gt; – Horário: 9h às 17h. Ingresso: ¥400, ¥300 e ¥200 (conforme a idade). Endereço: Yoshino-machi, Yoshino-yama, 579. Site: http://www.yoshimizu-shrine.com/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Templo Yoshino-mikumari-jinja&lt;/strong&gt; – Horário: 8h às 16h. Entrada gratuita. Endereço: Yoshino-machi, Yoshino-yama, 1612.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Templo Kinpu-jinja&lt;/strong&gt; – Entrada gratuita. Endereço: Yoshino-machi, Yoshino-yama, 1292.&lt;br /&gt;
Teleférico e ônibus Yoshino Cable – Horário do teleférico: para subir, 8h10 às 17h40 (parte a cada 30 min.) e para descer, 8h20 às 17h40. Site: http://www.yoshino-oomine-ke-buru.com/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Site da Associação de turismo de Yoshino-yama&lt;/strong&gt; - http://www.yoshinoyama-sakura.jp/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Para visitar Yoshino, primeiro deve-se ir até a estação Yoshino, da linha Yoshino, da Kintetsu. Depois, em frente à estação, pegar teleférico Yoshino Cable (percurso: 3 min.; tarifa: ¥500, ida, ou ¥600, ida-e-volta). Desse ponto, a pé, até o templo Kinpusen-ji, leva 10 min. Até o templo Yoshimizu-jinja, leva mais 15 min. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para visitar o templo Kinpu-jinja, deve-se pegar ônibus, em frente a estação Yoshino, e descer no final (percurso: 20 min.; tarifa: ¥350), e caminhar 5 min. Desse ponto até o templo Yoshino-mikumari-jinja, leva 15 min. a pé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Patrimônios da Humanidade</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<br />
<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2417_file.jpg" class="pict" alt="Diante do pavilhão Zao-do, sacerdotes Yamabushi, da religião Shugen-do, iniciam o Ogoma. Esse é um dos rituais realizados no festival Hanaku-senpoe" title="Diante do pavilhão Zao-do, sacerdotes Yamabushi, da religião Shugen-do, iniciam o Ogoma. Esse é um dos rituais realizados no festival Hanaku-senpoe" width="439" height="292" /><br />
<br />
Uma grossa coluna de fumaça subia na área do templo Kinpusen-ji. Os sacerdotes Yamabushi tocavam cornetas de búzio e realizavam rituais diante de uma enorme fogueira. O fumacê era tanto que, visto de longe, poderia até se pensar que era um incêndio. Mas, não, era um festival mesmo.<br />
<br />
Essa e outras cerimônias exóticas são partes de um <em>matsuri</em> que tem um milênio de tradição, o Hanaku-senpoe. Ele é realizado todo ano nos dias 10, 11 e 12 de abril para comemorar a floração das cerejeiras na montanha Yoshino (Nara), e para anunciar à divindade cultuada nesse santuário que as flores atingiram o esplendor máximo.<br />
<br />
A princípio, a viagem que fiz a Yoshino foi para ver as suas famosas cerejeiras, pois foi nessa área que começou o costume de plantá-las para contemplar a floração. Por fim, também acabei curtindo bastante os inúmeros templos e a tradição religiosa local.<br />
<br />
A chamada Yoshino-yama é um conjunto de montanhas que fica na península de Kii e que se estende por três províncias: Nara, Wakayama e Mie. Em 2004, alguns pontos e templos dessa serra foram registrados como Patrimônio da Humanidade sob a denominação de “Locais Sagrados e Rotas de Peregrinação nas montanhas Kii”.<br />
<br />
<strong>Divindade na cerejeira</strong><br />
Conta a lenda que, no século 7, Enno Ozunu, o criador da religião Shugen-do, estava se impondo um rigoroso treinamento espiritual na montanha Yoshino quando teve uma visão: a divindade Zao-gongen apareceu para ele. Em estado de graça, o asceta esculpiu num pedaço de tronco de cerejeira a imagem que viu e construiu uma capela para cultuá-la.<br />
<br />
Foi assim que surgiu o templo Kinpusen-ji, a matriz do Shugen-do, e que a cerejeira passou a ser uma árvore sagrada na região. <br />
<br />
<strong>Caminhos de peregrinação</strong><br />
Desde então, a serra Yoshino-yama se tornou um local sagrado para os adeptos da religião Shugen-do e foram erguidos muitos templos nos caminhos de peregrinação que atravessavam as montanhas.<br />
<br />
Até hoje, essas rotas estão preservadas e nelas se encontram santuários importantíssimos, muitos dos quais são registrados como tesouro nacional. O Shugen-do tem uma importância cultural muito grande, pois é uma das religiões primitivas do país.<br />
<br />
Além desse fato, o que levou a Unesco a fazer o tombamento da  área como Patrimônio da Humanidade também foi o aspecto antropológico dessa tradição. Aqui ainda se preserva o Shugen-do acrescido do sincretismo com as religiões Xintoísta e o Budismo. Essa forma era muito comum no Japão até a Restauração Meiji (1868) e foi quase extinta por imposição desse governo. <br />
<br />
<strong>Natureza e templos</strong><br />
É claro que a melhor época para visitar Yoshino é na primavera, para ver o grande espetáculo das cerejeiras, mas a montanha também tem outras atrações, como a floração das hortências no verão e o <em>kooyoo</em> (avermelhamento das folhas das árvores) no outono.<br />
<br />
Na verdade, para quem gosta de natureza, é um lugar para se curtir o ano inteiro, e sempre acrescentando no roteiro visitas aos inúmeros templos que existem na montanha.<br />
<br />
Entre os santuários imperdíveis estão os quatro que foram tombados como Patrimônio da Humanidade: além do já citado Kinpusen-ji, o Yoshimizu-jinja, o Kinpu-jinja e o Yoshino-mikumari-jinja. Todos têm história de mais de mil anos.<br />
<br />
Veja mais sobre a montanha Yoshino<a href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid125.html" target="_blank" title="Link"> aqui</a> e <a href="http://curtindoojapao.com/blog/log/eid157.html" target="_blank" title="Link">aqui</a>. E mais sobre cerejeiras <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/sb.cgi?cid=41" target="_blank" title="Link">aqui</a>.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
T<strong>emplo Kinpusen-ji</strong> – Entrada: gratuita. Horário para entrar no interior do palácio Zaō-dō: 8h30 às 16h30. Ingresso: ¥400, ¥300 e ¥200 (conforme a idade). Endereço: Yoshino-machi, Yoshino-yama, 2498. Site: http://www.kinpusen.or.jp/<br />
<br />
<strong>Templo Yoshimizu-jinja</strong> – Horário: 9h às 17h. Ingresso: ¥400, ¥300 e ¥200 (conforme a idade). Endereço: Yoshino-machi, Yoshino-yama, 579. Site: http://www.yoshimizu-shrine.com/<br />
<strong>Templo Yoshino-mikumari-jinja</strong> – Horário: 8h às 16h. Entrada gratuita. Endereço: Yoshino-machi, Yoshino-yama, 1612.<br />
<strong>Templo Kinpu-jinja</strong> – Entrada gratuita. Endereço: Yoshino-machi, Yoshino-yama, 1292.<br />
Teleférico e ônibus Yoshino Cable – Horário do teleférico: para subir, 8h10 às 17h40 (parte a cada 30 min.) e para descer, 8h20 às 17h40. Site: http://www.yoshino-oomine-ke-buru.com/<br />
<strong>Site da Associação de turismo de Yoshino-yama</strong> - http://www.yoshinoyama-sakura.jp/<br />
<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
Para visitar Yoshino, primeiro deve-se ir até a estação Yoshino, da linha Yoshino, da Kintetsu. Depois, em frente à estação, pegar teleférico Yoshino Cable (percurso: 3 min.; tarifa: ¥500, ida, ou ¥600, ida-e-volta). Desse ponto, a pé, até o templo Kinpusen-ji, leva 10 min. Até o templo Yoshimizu-jinja, leva mais 15 min. <br />
<br />
Para visitar o templo Kinpu-jinja, deve-se pegar ônibus, em frente a estação Yoshino, e descer no final (percurso: 20 min.; tarifa: ¥350), e caminhar 5 min. Desse ponto até o templo Yoshino-mikumari-jinja, leva 15 min. a pé.<br />
<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Cerejeiras de Yoshino, a origem de uma paixão nacional</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid125.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid125.html</id>
		<issued>2011-04-01T09:46:32+09:00</issued>
		<modified>2011-04-01T00:46:32Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2396_Abre.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;A floração das cerejeiras da montanha Yoshino não é muito divulgada na mídia estrangeira, mas é um lugar que considero mais bonito. O mirante Gorobei-jaya é um dos pontos preferidos pelos visitantes&quot; title=&quot;A floração das cerejeiras da montanha Yoshino não é muito divulgada na mídia estrangeira, mas é um lugar que considero mais bonito. O mirante Gorobei-jaya é um dos pontos preferidos pelos visitantes&quot; width=&quot;482&quot; height=&quot;726&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A febre, a loucura, a paixão dos japoneses pela floração das cerejeiras começou aqui na montanha Yoshino, em Nara. E não é coisa de poucos séculos atrás, não. Há mais de mil anos, as pessoas já se encantavam com essas árvores silvestres lançando suas nuvens de flores no meio da floresta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o espírito contemplativo dos japoneses não se contentou apenas com o que a natureza oferecia. As cerejeiras foram sendo plantadas largamente até o ponto de formarem bosques que na época da floração transformam a encosta da montanha em paisagens que parecem irreais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yoshino tem essa fama de ser o local onde se iniciou o costume de plantar cerejeiras para admirá-las. Mas eu também senti que é um lugar especial em vários outros aspectos e bem diferente dos famosos parques japoneses onde há um grande número de &lt;em&gt;sakura&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Patrimônio da Humanidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A chamada Yoshino-yama é um conjunto de montanhas que fica na península de Kii e que se estende por três províncias: Nara, Wakayama e Mie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, alguns pontos dessa serra foram registrados como Patrimônio da Humanidade sob a denominação de “Locais Sagrados e Rotas de Peregrinação nas montanhas Kii”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As cerejeiras de Yoshino também estão relacionadas com essa tradição religiosa. Na próxima reportagem dessa série vamos falar sobre esse tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Yamazakura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Quem está acostumado a ver a floração nos parques japoneses, logo vai perceber uma grande diferença. Os caminhos da montanha Yoshino nos levam de volta à origem, ao encontro com o &lt;em&gt;yamazakura&lt;/em&gt;, os tipos de cerejeiras silvestres a partir do quais foram criados vários outros híbridos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maior diferença é que o &lt;em&gt;yamazakura&lt;/em&gt; lança as flores e folhas ao mesmo tempo. Já o híbrido &lt;em&gt;someiyoshino&lt;/em&gt;, o mais plantado no país, primeiro solta as flores e as suas folhas só vão brotar após a queda das pétalas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Particularmente, tenho predileção pela &lt;em&gt;yamazakura&lt;/em&gt; porque é uma beleza natural e não tão “programada e exagerada” como a do híbrido &lt;em&gt;someiyoshino&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um outro aspecto que se destaca em Yoshino é que os cerca de 30 mil pés de &lt;em&gt;sakura&lt;/em&gt; estão plantados em quatro patamares diferentes. O que possibilita curtir a floração durante quase um mês inteiro – geralmente, em abril -, enquanto outros lugares o período é de uma semana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao terminar a floração na base da montanha, os visitantes têm a opção de vê-la em outra ponto mais alto e por aí vai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo o grande espetáculo é após a metade do mês, quando a paisagem vista a partir dos mirantes Hitome-senbon e Gorobei-jaya atinge o auge da floração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Gastronomia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
No alto da montanha, a partir do ponto onde chega o teleférico, tem uma rua que é o centro comercial de Yoshino. É o local para fazer compra de lembrancinhas e também para saborear a gastronomia típica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O maior destaque local é o &lt;em&gt;kuzu&lt;/em&gt;, o amido obtido da raiz de uma planta que tem o mesmo nome. A “maizena” de Yoshino é a mais valorizada do país e é usada como ingrediente de doces tradicionais, como o delicado &lt;em&gt;kuzu-gashi&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Produtos da cerejeira também aparecem como itens gastronômicos. Porém não é o fruto, como se poderia esperar, mas a própria flor e – pasmem – a folha. Esta última envolve um delicioso doce chamado &lt;em&gt;sakura-mochi&lt;/em&gt;, feito de massa de arroz e de feijão azuki. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele também pode ser encontrado em lojas de todo o país nesta época, mas nada melhor do que saboreá-lo no mesmo local onde o grande espetáculo da floração do &lt;em&gt;sakura&lt;/em&gt; está acontecendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Teleférico Yoshino Cable&lt;/strong&gt; – Horário: para subir, 8h10 às 17h40 (parte a cada 30 min.) e para descer, 8h20 às 17h40. Percurso: 3 min. Tarifa: \ 350 (ida) ou \ 600 (ida-e-volta). Site:  http://www.yoshino-oomine-ke-buru.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Site da Associação de turismo de Yoshino-yama&lt;/strong&gt; - http://www.yoshinoyama-sakura.jp/&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Para visitar Yoshino, primeiro deve-se ir até a estação Yoshino, da linha Yoshino, da Kintetsu. Depois, em frente à estação, pegar teleférico Yoshino Cable. Dali, seguir a pé, até o templo Kinpusen-ji, leva 10 min. Até o mirante Hitome-senbon, que fica na entrada do templo Yoshimizu-jinja, leva mais 15 min. Até o mirante Gorobei-jaya, leva mais 20 min.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Cerejeiras (sakura)</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2396_Abre.jpg" class="pict" alt="A floração das cerejeiras da montanha Yoshino não é muito divulgada na mídia estrangeira, mas é um lugar que considero mais bonito. O mirante Gorobei-jaya é um dos pontos preferidos pelos visitantes" title="A floração das cerejeiras da montanha Yoshino não é muito divulgada na mídia estrangeira, mas é um lugar que considero mais bonito. O mirante Gorobei-jaya é um dos pontos preferidos pelos visitantes" width="482" height="726" /><br />
<br />
A febre, a loucura, a paixão dos japoneses pela floração das cerejeiras começou aqui na montanha Yoshino, em Nara. E não é coisa de poucos séculos atrás, não. Há mais de mil anos, as pessoas já se encantavam com essas árvores silvestres lançando suas nuvens de flores no meio da floresta. <br />
<br />
Mas o espírito contemplativo dos japoneses não se contentou apenas com o que a natureza oferecia. As cerejeiras foram sendo plantadas largamente até o ponto de formarem bosques que na época da floração transformam a encosta da montanha em paisagens que parecem irreais. <br />
<br />
Yoshino tem essa fama de ser o local onde se iniciou o costume de plantar cerejeiras para admirá-las. Mas eu também senti que é um lugar especial em vários outros aspectos e bem diferente dos famosos parques japoneses onde há um grande número de <em>sakura</em>.<br />
<br />
<strong>Patrimônio da Humanidade</strong><br />
A chamada Yoshino-yama é um conjunto de montanhas que fica na península de Kii e que se estende por três províncias: Nara, Wakayama e Mie.<br />
<br />
Em 2004, alguns pontos dessa serra foram registrados como Patrimônio da Humanidade sob a denominação de “Locais Sagrados e Rotas de Peregrinação nas montanhas Kii”.<br />
<br />
As cerejeiras de Yoshino também estão relacionadas com essa tradição religiosa. Na próxima reportagem dessa série vamos falar sobre esse tema.<br />
<br />
<strong>Yamazakura</strong><br />
Quem está acostumado a ver a floração nos parques japoneses, logo vai perceber uma grande diferença. Os caminhos da montanha Yoshino nos levam de volta à origem, ao encontro com o <em>yamazakura</em>, os tipos de cerejeiras silvestres a partir do quais foram criados vários outros híbridos.<br />
<br />
A maior diferença é que o <em>yamazakura</em> lança as flores e folhas ao mesmo tempo. Já o híbrido <em>someiyoshino</em>, o mais plantado no país, primeiro solta as flores e as suas folhas só vão brotar após a queda das pétalas.<br />
<br />
Particularmente, tenho predileção pela <em>yamazakura</em> porque é uma beleza natural e não tão “programada e exagerada” como a do híbrido <em>someiyoshino</em>.<br />
<br />
Um outro aspecto que se destaca em Yoshino é que os cerca de 30 mil pés de <em>sakura</em> estão plantados em quatro patamares diferentes. O que possibilita curtir a floração durante quase um mês inteiro – geralmente, em abril -, enquanto outros lugares o período é de uma semana.<br />
<br />
Ao terminar a floração na base da montanha, os visitantes têm a opção de vê-la em outra ponto mais alto e por aí vai.<br />
<br />
Contudo o grande espetáculo é após a metade do mês, quando a paisagem vista a partir dos mirantes Hitome-senbon e Gorobei-jaya atinge o auge da floração.<br />
<br />
<strong>Gastronomia</strong><br />
No alto da montanha, a partir do ponto onde chega o teleférico, tem uma rua que é o centro comercial de Yoshino. É o local para fazer compra de lembrancinhas e também para saborear a gastronomia típica.<br />
<br />
O maior destaque local é o <em>kuzu</em>, o amido obtido da raiz de uma planta que tem o mesmo nome. A “maizena” de Yoshino é a mais valorizada do país e é usada como ingrediente de doces tradicionais, como o delicado <em>kuzu-gashi</em>. <br />
<br />
Produtos da cerejeira também aparecem como itens gastronômicos. Porém não é o fruto, como se poderia esperar, mas a própria flor e – pasmem – a folha. Esta última envolve um delicioso doce chamado <em>sakura-mochi</em>, feito de massa de arroz e de feijão azuki. <br />
<br />
Ele também pode ser encontrado em lojas de todo o país nesta época, mas nada melhor do que saboreá-lo no mesmo local onde o grande espetáculo da floração do <em>sakura</em> está acontecendo.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Teleférico Yoshino Cable</strong> – Horário: para subir, 8h10 às 17h40 (parte a cada 30 min.) e para descer, 8h20 às 17h40. Percurso: 3 min. Tarifa: \ 350 (ida) ou \ 600 (ida-e-volta). Site:  http://www.yoshino-oomine-ke-buru.com/<br />
<br />
<strong>Site da Associação de turismo de Yoshino-yama</strong> - http://www.yoshinoyama-sakura.jp/<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
Para visitar Yoshino, primeiro deve-se ir até a estação Yoshino, da linha Yoshino, da Kintetsu. Depois, em frente à estação, pegar teleférico Yoshino Cable. Dali, seguir a pé, até o templo Kinpusen-ji, leva 10 min. Até o mirante Hitome-senbon, que fica na entrada do templo Yoshimizu-jinja, leva mais 15 min. Até o mirante Gorobei-jaya, leva mais 20 min.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Echizen-washi, o famoso papel tradicional japonês</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid124.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid124.html</id>
		<issued>2011-03-24T09:55:17+09:00</issued>
		<modified>2011-03-24T00:55:17Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align:center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2375_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Artesão retirando a lâmina de papel após a secagem&quot; title=&quot;Artesão retirando a lâmina de papel após a secagem&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;661&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na cidade de Echizen (Fukui) visitei um bairro para conhecer a técnica de produção do papel artesanal, que é uma arte que sempre foi muito valorizada no Japão. Ali se produz o &lt;em&gt;echizen-washi&lt;/em&gt;, um dos papéis que mais se destacaram nos séculos passados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Echizen é o nome antigo da região localizada no norte da atual província de Fukui. Washi é o nome do papel tradicional japonês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se sabe exatamente como a técnica de produção de papel foi introduzida na região de Echizen, mas uma lenda conta que foi uma senhora chamada Kawakami-gozen que, há 1500 anos, ensinou o povo a fazer o &lt;em&gt;washi&lt;/em&gt;. Ela até passou a ser cultuada como uma divindade xintoísta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há cerca de 800 anos, a região já contava com uma cooperativa de produtores de papel e na era Edo (1603~1867) o &lt;em&gt;echizen-washi&lt;/em&gt; gozava de tal prestígio que era encomendado pelos nobres da corte de Kyoto e pelos senhores feudais do Japão inteiro. Devido à sua qualidade e resistência, foi largamente empregado para lavrar documentos e registros oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras cédulas de dinheiro impressas no Japão - pelo feudo de Echizen e depois pelo governo nacional - também utilizaram o &lt;em&gt;echizen-washi&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até hoje a produção de papel é uma importante atividade econômica na região. Além de artesãos-artistas, cerca de setenta empresas fabricam o &lt;em&gt;washi&lt;/em&gt; com processo industrial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Locais para visitação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Na cidade de Echizen existe um bairro apelidado de Echizen-washi-no-sato (Terra do papel &lt;em&gt;echizen-washi&lt;/em&gt;) onde encontrei alguns lugares para conhecer mais profundamente essa arte. Pelo menos esses quatro que estou citando abaixo não podem deixar de ser visitados:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Kami-no-bunka-hakubutsukan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
É um museu com exposições e vídeos sobre a história e a cultura do papel na região. O mais impressionante é uma coleção de mil tipos de &lt;em&gt;washi&lt;/em&gt; feitos por diversos artesãos-artistas. São tantas variedades e modelos - dos simples aos sofisticados, dos transparentes aos coloridos - que eu acabei por mudar completamente a minha concepção sobre o papel &lt;em&gt;washi&lt;/em&gt;. Realmente é uma arte japonesa que merece ser conhecida mais profundamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Udatsu-no-kogeikan&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
É um museu-oficina onde um artesão faz demonstração de todo o processo de produção artesanal em equipamentos tradicionais. Apesar de ser um museu, o centenário prédio onde funciona foi, realmente, a oficina e residência de um prestigiado artesão. No segundo andar também tem exposição de papéis artísticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Papyrus-kan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
É um loja-oficina. O visitante pode fazer um cursinho experimental de produzir papel. Na loja há uma grande variedade de objetos – que podem ser ótimos presentinhos - feitos com o &lt;em&gt;echizen-washi&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Templo Okamoto-Otaki-jinja&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A quinze minutos a pé do bairro Echizen-washi-no-sato tem um espetacular templo xintoísta que também está relacionado como a cultura do papel. O nome dele é Okamoto-Otaki-jinja e é nele que a senhora Kawakami-gozen é cultuada como divindade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da cultura do papel ser muito importante no Japão, esse é o único exemplo no país de uma divindade xintoísta relacionada com essa arte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O templo não é espetacular pelo seu tamanho, na verdade ele é bem modesto, mas pela sua arquitetura, que é uma outra raridade no país, com telhados sobrepostos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por causa da relação com a cultura do papel e da rara beleza arquitetônica, o Okamoto-Otaki-jinja é registrado como patrimônio nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Site oficial sobre a área Echizen-washi-no-sato&lt;/strong&gt; : http://www.echizenwashi.jp/english/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Kami-no-bunka-hakubutsukan (Paper &amp; Culture Museum)&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;
Horário: 9h às 16h. Fecha nas terças-feiras, e de 28 de dezembro a 4 de janeiro. Endereço: Echizen-shi, Shinzaike-cho, 11-12. Tel.: (0778) 42-0016. Ingresso: ¥ 200 (adulto) e ¥ 100 (criança). Site: http://www.echizenwashi.jp/english/information/museum.html&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Udatsu-no-kogeikan (Udatsu Paper &amp; Craft Museum)&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;
Horário: 9h às 16h. Fecha nas terças-feiras, e de 28 de dezembro a 4 de janeiro. Endereço: Echizen-shi, Shinzaike-cho, 9-21-2. Tel.: (0778) 43-7800. Ingresso: ¥ 200 (adulto) e ¥ 100 (criança). Site: http://www.echizenwashi.jp/english/information/udatsu.html&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Papyrus-kan (Papyrus House)&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;
Horário: 9h às 16h. Fecha nas terças-feiras, e de 28 de dezembro a 4 de janeiro. Endereço: Echizen-shi, Shinzaike-cho, 8-44. Tel.: (0778) 42-1363. Entrada livre (taxa de atividades, à parte.). Site: http://www.echizenwashi.jp/english/information/papyrus.html&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Templo Xitoísta Okamoto-Otaki-jinja&lt;/strong&gt; : Entrada livre. Endereço: Echizen-shi, Shinzaike-cho, 8-44. Tel.: (0778) 42-1151. &lt;br /&gt;
Site sobre informações turísticas da prefeitura de Echizen: http://www.echizen-navi.com/&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Para visitar à área Echizen-washi-no-sato deve-se pegar ônibus, da linha Nan-etsu-sen, com destino a Washi-no-sato-kaikan, e descer no final (tarifa: ¥ 500; percurso: 25 min.). A parada fica em frente ao Papyrus-kan (o nome antigo é Washi-no-sato-kaikan). Da parada ao Udatsu-no-kogeikan leva 1 min. a pé, e ao Kami-no-bunka-hakubutsukan, 3 min. a pé.&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Arte/Artesanato</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<br />
<div style="text-align:center"><img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2375_file.jpg" class="pict" alt="Artesão retirando a lâmina de papel após a secagem" title="Artesão retirando a lâmina de papel após a secagem" width="439" height="661" /></div><br />
<br />
Na cidade de Echizen (Fukui) visitei um bairro para conhecer a técnica de produção do papel artesanal, que é uma arte que sempre foi muito valorizada no Japão. Ali se produz o <em>echizen-washi</em>, um dos papéis que mais se destacaram nos séculos passados.<br />
<br />
Echizen é o nome antigo da região localizada no norte da atual província de Fukui. Washi é o nome do papel tradicional japonês.<br />
<br />
Não se sabe exatamente como a técnica de produção de papel foi introduzida na região de Echizen, mas uma lenda conta que foi uma senhora chamada Kawakami-gozen que, há 1500 anos, ensinou o povo a fazer o <em>washi</em>. Ela até passou a ser cultuada como uma divindade xintoísta.<br />
<br />
Há cerca de 800 anos, a região já contava com uma cooperativa de produtores de papel e na era Edo (1603~1867) o <em>echizen-washi</em> gozava de tal prestígio que era encomendado pelos nobres da corte de Kyoto e pelos senhores feudais do Japão inteiro. Devido à sua qualidade e resistência, foi largamente empregado para lavrar documentos e registros oficiais.<br />
<br />
As primeiras cédulas de dinheiro impressas no Japão - pelo feudo de Echizen e depois pelo governo nacional - também utilizaram o <em>echizen-washi</em>.<br />
<br />
Até hoje a produção de papel é uma importante atividade econômica na região. Além de artesãos-artistas, cerca de setenta empresas fabricam o <em>washi</em> com processo industrial.<br />
<br />
<strong>Locais para visitação</strong><br />
Na cidade de Echizen existe um bairro apelidado de Echizen-washi-no-sato (Terra do papel <em>echizen-washi</em>) onde encontrei alguns lugares para conhecer mais profundamente essa arte. Pelo menos esses quatro que estou citando abaixo não podem deixar de ser visitados:<br />
<br />
<strong>Kami-no-bunka-hakubutsukan</strong><br />
É um museu com exposições e vídeos sobre a história e a cultura do papel na região. O mais impressionante é uma coleção de mil tipos de <em>washi</em> feitos por diversos artesãos-artistas. São tantas variedades e modelos - dos simples aos sofisticados, dos transparentes aos coloridos - que eu acabei por mudar completamente a minha concepção sobre o papel <em>washi</em>. Realmente é uma arte japonesa que merece ser conhecida mais profundamente.<br />
<br />
<strong>Udatsu-no-kogeikan</strong> <br />
É um museu-oficina onde um artesão faz demonstração de todo o processo de produção artesanal em equipamentos tradicionais. Apesar de ser um museu, o centenário prédio onde funciona foi, realmente, a oficina e residência de um prestigiado artesão. No segundo andar também tem exposição de papéis artísticos.<br />
<br />
<strong>Papyrus-kan</strong><br />
É um loja-oficina. O visitante pode fazer um cursinho experimental de produzir papel. Na loja há uma grande variedade de objetos – que podem ser ótimos presentinhos - feitos com o <em>echizen-washi</em>. <br />
<br />
<strong>Templo Okamoto-Otaki-jinja</strong><br />
A quinze minutos a pé do bairro Echizen-washi-no-sato tem um espetacular templo xintoísta que também está relacionado como a cultura do papel. O nome dele é Okamoto-Otaki-jinja e é nele que a senhora Kawakami-gozen é cultuada como divindade.<br />
<br />
Apesar da cultura do papel ser muito importante no Japão, esse é o único exemplo no país de uma divindade xintoísta relacionada com essa arte.<br />
<br />
O templo não é espetacular pelo seu tamanho, na verdade ele é bem modesto, mas pela sua arquitetura, que é uma outra raridade no país, com telhados sobrepostos. <br />
<br />
Por causa da relação com a cultura do papel e da rara beleza arquitetônica, o Okamoto-Otaki-jinja é registrado como patrimônio nacional.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Site oficial sobre a área Echizen-washi-no-sato</strong> : http://www.echizenwashi.jp/english/<br />
<br />
<strong>Kami-no-bunka-hakubutsukan (Paper &amp; Culture Museum)</strong>:<br />
Horário: 9h às 16h. Fecha nas terças-feiras, e de 28 de dezembro a 4 de janeiro. Endereço: Echizen-shi, Shinzaike-cho, 11-12. Tel.: (0778) 42-0016. Ingresso: ¥ 200 (adulto) e ¥ 100 (criança). Site: http://www.echizenwashi.jp/english/information/museum.html<br />
<strong>Udatsu-no-kogeikan (Udatsu Paper &amp; Craft Museum)</strong>:<br />
Horário: 9h às 16h. Fecha nas terças-feiras, e de 28 de dezembro a 4 de janeiro. Endereço: Echizen-shi, Shinzaike-cho, 9-21-2. Tel.: (0778) 43-7800. Ingresso: ¥ 200 (adulto) e ¥ 100 (criança). Site: http://www.echizenwashi.jp/english/information/udatsu.html<br />
<strong>Papyrus-kan (Papyrus House)</strong>:<br />
Horário: 9h às 16h. Fecha nas terças-feiras, e de 28 de dezembro a 4 de janeiro. Endereço: Echizen-shi, Shinzaike-cho, 8-44. Tel.: (0778) 42-1363. Entrada livre (taxa de atividades, à parte.). Site: http://www.echizenwashi.jp/english/information/papyrus.html<br />
<strong>Templo Xitoísta Okamoto-Otaki-jinja</strong> : Entrada livre. Endereço: Echizen-shi, Shinzaike-cho, 8-44. Tel.: (0778) 42-1151. <br />
Site sobre informações turísticas da prefeitura de Echizen: http://www.echizen-navi.com/<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
Para visitar à área Echizen-washi-no-sato deve-se pegar ônibus, da linha Nan-etsu-sen, com destino a Washi-no-sato-kaikan, e descer no final (tarifa: ¥ 500; percurso: 25 min.). A parada fica em frente ao Papyrus-kan (o nome antigo é Washi-no-sato-kaikan). Da parada ao Udatsu-no-kogeikan leva 1 min. a pé, e ao Kami-no-bunka-hakubutsukan, 3 min. a pé.<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Dinossauros ressuscitam em museu high-tech</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid123.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid123.html</id>
		<issued>2011-03-06T17:09:55+09:00</issued>
		<modified>2011-03-06T08:09:55Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2354_abre.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Dino-robô: o predador Tyrannosaurus parece que está vivo&quot; title=&quot;Dino-robô: o predador Tyrannosaurus parece que está vivo&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;308&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não era muito ligado nos bichinhos que viveram há milhões de anos no planeta Terra até visitar o museu de dinossauros da cidade de Katsuyama (Fukui). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Confesso que só o inclui no roteiro como um opção para o caso de sobrar tempo. Como já havia visitado outros importantes museus de história natural, imaginava que não encontraria novidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não é que acabei considerando um dos lugares mais interessantes dessa viagem a Fukui. O museu é de última geração, high-tech de cabo a rabo. Além de quarenta esqueletos de corpo inteiro, tem até robôs de dinossauros em tamanho e aparência real. Parece que estão vivos, ressuscitados. Eles se mexem, abrem a bocarra e soltam grunhidos. O contraste faz parte do show: seres ancestrais apresentados com tecnologia e design futurista. Bem Japão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fica aí a minha dica: se você for a Fukui, não deixe de visitar o Fukui Prefectural Dinosaur Museum (em japonês, 福井県立恐竜博物館 Fukui Ken-ritsu Kyōryū Hakubutsukan). Ele é o maior do país sobre o tema e um dos três mais importantes do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Por que em Fukui?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Inaugurado no ano 2000, o museu de Katsuyama não está ali por acaso. Desde 1989, o governo de Fukui vem realizando pesquisas e escavamento no local. Até hoje, 80% de todos os fósseis de dinossauros encontrados no Japão surgiram nessa área.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A explicação dos cientistas para a existência de tantos fósseis é que o movimento das placas tectônicas fez aflorar uma camada de solo da Era Mesozóica (entre 251 milhões e 65 milhões de anos atrás ), que foi justamente o período em que viveram os dinossauros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa camada, chamada de Kitadani, se estende por quatro província (Fukui, Ishikawa, Gifu e Toyama). A atenção dos paleontólogos se voltaram para a região a partir de 1985, quando foi encontrado um dente de dinossauro em Ishikawa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As escavações em Katasuyama descobriram que ali viveram diversas espécies de dinossauros, tanto carnívoras como herbívoras. Uma seção do museu é dedicada aos dinos de Fukui, com destaque para o &lt;a href=&quot;http://www.dinosaur.pref.fukui.jp/en/dic/Fukuiraptor.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;Fukuiraptor &lt;/a&gt;(Fukuiraptor kitadaniensis) e o &lt;a href=&quot;http://www.dinosaur.pref.fukui.jp/en/dic/Fukuisaurus.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;Fukuissauro&lt;/a&gt; (Fukuisaurus tetoriensis).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um outro destaque do museu é que os visitantes podem ver através de uma parede de vidro o laboratório onde os cientistas estão trabalhando os enormes ossos de dinos. É comovente porque ali diante dos olhos de todos estão os restos de seres de milhões de anos recém retirados da terra. É de arrepiar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Fukui Prefectural Dinosaur Museum&lt;/strong&gt; - Horário: Das 9h às 17h (entrada até às 16h30). Fecha de 29 de dezembro a 2 de janeiro. Endereço: Katsuyama-shi, Muraoka-machi, Terao 51-11. Tel.: (0779) 88-0001. Ingresso: ¥ 500, ¥ 400 e ¥ 250. Site: &lt;a href=&quot;http://www.dinosaur.pref.fukui.jp/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.dinosaur.pref.fukui.jp/en/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Associação de Turismo de Katsuyama&lt;/strong&gt; - &lt;a href=&quot;http://www.net-katsuyama.jp/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.net-katsuyama.jp/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Para visitar o museu, partindo da estação Fukui, primeiro deve pegar trem da linha Katsuyama-Eiheiji-sen, com destino a Katsuyama, e descer no final (tarifa: ¥ 750; percurso: 55 min.). Depois, em frente à estação pegar ônibus “Community Bus”, da linha Byoin (hospital), e descer na parada Kyoryu-Hakubutsukan-mae, que fica em frente ao museu (Tarifa: ¥ 100; percurso: 20 min.). &lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Museus</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2354_abre.JPG" class="pict" alt="Dino-robô: o predador Tyrannosaurus parece que está vivo" title="Dino-robô: o predador Tyrannosaurus parece que está vivo" width="439" height="308" /><br />
<br />
Eu não era muito ligado nos bichinhos que viveram há milhões de anos no planeta Terra até visitar o museu de dinossauros da cidade de Katsuyama (Fukui). <br />
<br />
Confesso que só o inclui no roteiro como um opção para o caso de sobrar tempo. Como já havia visitado outros importantes museus de história natural, imaginava que não encontraria novidades.<br />
<br />
Mas não é que acabei considerando um dos lugares mais interessantes dessa viagem a Fukui. O museu é de última geração, high-tech de cabo a rabo. Além de quarenta esqueletos de corpo inteiro, tem até robôs de dinossauros em tamanho e aparência real. Parece que estão vivos, ressuscitados. Eles se mexem, abrem a bocarra e soltam grunhidos. O contraste faz parte do show: seres ancestrais apresentados com tecnologia e design futurista. Bem Japão.<br />
<br />
Fica aí a minha dica: se você for a Fukui, não deixe de visitar o Fukui Prefectural Dinosaur Museum (em japonês, 福井県立恐竜博物館 Fukui Ken-ritsu Kyōryū Hakubutsukan). Ele é o maior do país sobre o tema e um dos três mais importantes do mundo.<br />
<br />
<strong>Por que em Fukui?</strong><br />
Inaugurado no ano 2000, o museu de Katsuyama não está ali por acaso. Desde 1989, o governo de Fukui vem realizando pesquisas e escavamento no local. Até hoje, 80% de todos os fósseis de dinossauros encontrados no Japão surgiram nessa área.<br />
<br />
A explicação dos cientistas para a existência de tantos fósseis é que o movimento das placas tectônicas fez aflorar uma camada de solo da Era Mesozóica (entre 251 milhões e 65 milhões de anos atrás ), que foi justamente o período em que viveram os dinossauros.<br />
<br />
Essa camada, chamada de Kitadani, se estende por quatro província (Fukui, Ishikawa, Gifu e Toyama). A atenção dos paleontólogos se voltaram para a região a partir de 1985, quando foi encontrado um dente de dinossauro em Ishikawa.<br />
<br />
As escavações em Katasuyama descobriram que ali viveram diversas espécies de dinossauros, tanto carnívoras como herbívoras. Uma seção do museu é dedicada aos dinos de Fukui, com destaque para o <a href="http://www.dinosaur.pref.fukui.jp/en/dic/Fukuiraptor.html" target="_blank" title="Link">Fukuiraptor </a>(Fukuiraptor kitadaniensis) e o <a href="http://www.dinosaur.pref.fukui.jp/en/dic/Fukuisaurus.html" target="_blank" title="Link">Fukuissauro</a> (Fukuisaurus tetoriensis).<br />
<br />
Um outro destaque do museu é que os visitantes podem ver através de uma parede de vidro o laboratório onde os cientistas estão trabalhando os enormes ossos de dinos. É comovente porque ali diante dos olhos de todos estão os restos de seres de milhões de anos recém retirados da terra. É de arrepiar.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Fukui Prefectural Dinosaur Museum</strong> - Horário: Das 9h às 17h (entrada até às 16h30). Fecha de 29 de dezembro a 2 de janeiro. Endereço: Katsuyama-shi, Muraoka-machi, Terao 51-11. Tel.: (0779) 88-0001. Ingresso: ¥ 500, ¥ 400 e ¥ 250. Site: <a href="http://www.dinosaur.pref.fukui.jp/" target="_blank" title="Link">http://www.dinosaur.pref.fukui.jp/en/</a><br />
<br />
<strong>Associação de Turismo de Katsuyama</strong> - <a href="http://www.net-katsuyama.jp/" target="_blank" title="Link">http://www.net-katsuyama.jp/</a><br />
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<!-- begin entry_info2 --><br />
Para visitar o museu, partindo da estação Fukui, primeiro deve pegar trem da linha Katsuyama-Eiheiji-sen, com destino a Katsuyama, e descer no final (tarifa: ¥ 750; percurso: 55 min.). Depois, em frente à estação pegar ônibus “Community Bus”, da linha Byoin (hospital), e descer na parada Kyoryu-Hakubutsukan-mae, que fica em frente ao museu (Tarifa: ¥ 100; percurso: 20 min.). <br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Sakura-cerejeiras 2011, prepare-se para a sagração da primavera em Tokyo</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid122.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid122.html</id>
		<issued>2011-03-02T13:22:33+09:00</issued>
		<modified>2011-03-02T04:22:33Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align:center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2333_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Participantes da festa se fantasiaram de gueixas e fizeram performances para delírio do grupo e dos passantes&quot; title=&quot;Participantes da festa se fantasiaram de gueixas e fizeram performances para delírio do grupo e dos passantes&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano passado, eu planejei curtir as cerejeiras em Tokyo confiando na previsão da “agência metereológica”. Isso mesmo, aqui no Japão tem até previsão detalhada – e para cada região - da data que as flores vão dar o perfume da sua graça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 4 de abril, domingo, o &lt;em&gt;sakura&lt;/em&gt; do tipo &lt;em&gt;someyoshino&lt;/em&gt;, o mais plantado nos parques do país, estava no ponto de &lt;em&gt;mankai&lt;/em&gt;, a floração plena. Exatamente o que havia sido previsto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sempre fiquei admirado com o fato da Agência Nacional de Meteorologia se prestar a fazer a previsão do que é chamado de &lt;em&gt;sakura zensen&lt;/em&gt;, a linha do desabrochar das flores dessa árvore. Começa no sul, no meados de março, e vai se estendo para o norte, junto com a elevação da temperatura e a “chegada” da primavera. Interessante é que essa onda de flores leva cerca de um mês para atravessar de Kyushu a Hokkaido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo dos anos que estou vivendo no Japão, me acostumei a agir como todo o povo nipônico e acompanhar atentamente na tevê, nos jornais e, mais recentemente, na internet, a previsão de quando elas começariam a se abrir e do ponto de &lt;em&gt;mankai&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, levei um susto quando li no jornal que, a partir desse ano (2010), a Agência Nacional deixaria de fazer esse serviço que vinha realizando desde 1955. O título da notícia me deixou pasmado. Como? Se o Japão ficar sem essa previsão do s&lt;em&gt;akura zensen&lt;/em&gt;, o país entra em colapso. Sem ela o povo não poderá planejar o seu&lt;em&gt; hanami&lt;/em&gt; - apreciar a flor, fazer piquenique e festas debaixo das árvores floridas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas logo fiquei aliviado ao ler o resto da matéria. Outras três agências meteorológicas particulares assumiriam a tarefa. E, pelo o que eu comprovei - no meu hanami 2010 -, executaram o dever direitinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Muralha do castelo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Graças a essas previsões eu pude chegar em Tokyo e dar de cara com as cerejeiras no seu esplendor máximo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro, fui a um lugar chamado Chidori-ga-fuchi. O acesso é fácil, fica em frente à saída da estação Kudanshita do metrô. Mas tinha tanta gente circulando dentro dela e passando pelas catracas que um funcionário teve que ficar controlando o trânsito dos pedestres com um megafone em punho. Só faltou um apito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também pudera, nesse ano o &lt;em&gt;mankai&lt;/em&gt; coincidiu com um sábado e domingo. Só poderíamos esperar um descomunal enxame de gente em volta das flores. Fiquei ainda mais admirado com o grande número de estrangeiros. Definitivamente, a beleza do sakura conquistou o mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que eu mais gosto no Chidori-ga-fuchi é a composição das cerejeiras esparramando suas copas com nuvens de flores num terreno acentuadamente íngreme. Na parte baixa da encosta, um canal completa a paisagem cinematográfica e possibilita aos visitantes passeios românticos com barco a remo. Essa área é uma parte das muralhas e do canal que pertenciam ao antigo Castelo de Edo, atual Palácio Imperial. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia que eu fui, estava bem nublado, ameaçando chover, mas mesmo assim a floração não deixou de ser um espetáculo. Com esse tempo, elas ganham um aspecto místico que os japoneses também gostam de apreciar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;A grande festa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A floração das cerejeiras no parque Ueno Kōen é a mais famosa de Tokyo por causa do admirável túnel de flores que os galhos formam. Mas para mim, a grande atração é a festa que as pessoas fazem embaixo delas. É uma rara oportunidade para ver os japoneses tão extrovertidos e alegres. Claro que depois de sorverem muita cerveja e sake.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos dias de semana, à noite, são os funcionários de empresas que se organizam e festejam no local. No sábado e domingo, a presença de jovens e grupos de amigos é maior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre que vou no &lt;em&gt;hanami&lt;/em&gt; do parque Ueno Kōen acabo entrando no clima e me intrometendo na festa alheia. Mas a culpa não é minha. Até hoje, os festeiros nunca deixaram de me convidar: “&lt;em&gt;doozo, ishoni nondekudasai&lt;/em&gt;” (venha, beba aqui com a gente). Eu aceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Sakura-cerejeira 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A previsão para este ano já está sendo divulgada. Segundo o site que eu mais gosto de consultar, da &lt;a href=&quot;http://sakura.weathermap.jp/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;Weathear Map,&lt;/a&gt; as flores começarão a abrir em Tokyo por volta do dia 27 de março e estarão no ponto mais bonito entre os dias 2 e 9 de abril.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja mais sobre a previsão da floração do sakura &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/blog/log/eid139.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;neste post&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
e mais sobre as cerejeiras &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=40&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Sites da previsão de floração de sakura&lt;/strong&gt; – &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(em inglês)&lt;br /&gt;
- &lt;strong&gt;Japan-guide &lt;/strong&gt;- &lt;a href=&quot;http://www.japan-guide.com/e/e2011.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.japan-guide.com/e/e2011.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(em japonês)&lt;br /&gt;
- &lt;strong&gt;Japan Weather Association&lt;/strong&gt;: &lt;a href=&quot;http://tenki.jp/sakura/expectation&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://tenki.jp/sakura/expectation&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;strong&gt;Weather Map&lt;/strong&gt;:&lt;a href=&quot;http://sakura.weathermap.jp/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt; http://sakura.weathermap.jp/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;strong&gt;Weathernews&lt;/strong&gt;: &lt;a href=&quot;http://weathernews.jp/sakura/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://weathernews.jp/sakura/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Parque Ueno Kōen&lt;/strong&gt; – Site: &lt;a href=&quot;http://www.kensetsu.metro.tokyo.jp/toubuk/ueno/index_top.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.kensetsu.metro.tokyo.jp/toubuk/ueno/index_top.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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O canal Chidori-ga-fuchi fica a 2 min. a pé da saída 2, da estação do metrô Kudanshita, das linhas Hanzomon,Tozai e Toei-shinjuku.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O parque Ueno Koen fica em frente à saída Koen-guchi, da estação da JR Ueno, das linhas Yamanote, Keihin-tohoku, Joban, etc. E a 2 min. a pé da saída 6 da estação Ueno, da linha Ginza, do metrô. Ou ainda a 2 min. a pé da saída Shomen-guchi, da estação Keisei-Ueno, da linha Keisei-honsen, da Keisei&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Cerejeiras (sakura)</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<div style="text-align:center"><img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2333_file.jpg" class="pict" alt="Participantes da festa se fantasiaram de gueixas e fizeram performances para delírio do grupo e dos passantes" title="Participantes da festa se fantasiaram de gueixas e fizeram performances para delírio do grupo e dos passantes" width="439" height="292" /></div><br />
<br />
No ano passado, eu planejei curtir as cerejeiras em Tokyo confiando na previsão da “agência metereológica”. Isso mesmo, aqui no Japão tem até previsão detalhada – e para cada região - da data que as flores vão dar o perfume da sua graça.<br />
<br />
No dia 4 de abril, domingo, o <em>sakura</em> do tipo <em>someyoshino</em>, o mais plantado nos parques do país, estava no ponto de <em>mankai</em>, a floração plena. Exatamente o que havia sido previsto.<br />
<br />
Eu sempre fiquei admirado com o fato da Agência Nacional de Meteorologia se prestar a fazer a previsão do que é chamado de <em>sakura zensen</em>, a linha do desabrochar das flores dessa árvore. Começa no sul, no meados de março, e vai se estendo para o norte, junto com a elevação da temperatura e a “chegada” da primavera. Interessante é que essa onda de flores leva cerca de um mês para atravessar de Kyushu a Hokkaido.<br />
<br />
Ao longo dos anos que estou vivendo no Japão, me acostumei a agir como todo o povo nipônico e acompanhar atentamente na tevê, nos jornais e, mais recentemente, na internet, a previsão de quando elas começariam a se abrir e do ponto de <em>mankai</em>.<br />
<br />
Por isso, levei um susto quando li no jornal que, a partir desse ano (2010), a Agência Nacional deixaria de fazer esse serviço que vinha realizando desde 1955. O título da notícia me deixou pasmado. Como? Se o Japão ficar sem essa previsão do s<em>akura zensen</em>, o país entra em colapso. Sem ela o povo não poderá planejar o seu<em> hanami</em> - apreciar a flor, fazer piquenique e festas debaixo das árvores floridas. <br />
<br />
Mas logo fiquei aliviado ao ler o resto da matéria. Outras três agências meteorológicas particulares assumiriam a tarefa. E, pelo o que eu comprovei - no meu hanami 2010 -, executaram o dever direitinho.<br />
<br />
<strong>Muralha do castelo</strong><br />
Graças a essas previsões eu pude chegar em Tokyo e dar de cara com as cerejeiras no seu esplendor máximo. <br />
<br />
Primeiro, fui a um lugar chamado Chidori-ga-fuchi. O acesso é fácil, fica em frente à saída da estação Kudanshita do metrô. Mas tinha tanta gente circulando dentro dela e passando pelas catracas que um funcionário teve que ficar controlando o trânsito dos pedestres com um megafone em punho. Só faltou um apito.<br />
<br />
Também pudera, nesse ano o <em>mankai</em> coincidiu com um sábado e domingo. Só poderíamos esperar um descomunal enxame de gente em volta das flores. Fiquei ainda mais admirado com o grande número de estrangeiros. Definitivamente, a beleza do sakura conquistou o mundo.<br />
<br />
O que eu mais gosto no Chidori-ga-fuchi é a composição das cerejeiras esparramando suas copas com nuvens de flores num terreno acentuadamente íngreme. Na parte baixa da encosta, um canal completa a paisagem cinematográfica e possibilita aos visitantes passeios românticos com barco a remo. Essa área é uma parte das muralhas e do canal que pertenciam ao antigo Castelo de Edo, atual Palácio Imperial. <br />
<br />
No dia que eu fui, estava bem nublado, ameaçando chover, mas mesmo assim a floração não deixou de ser um espetáculo. Com esse tempo, elas ganham um aspecto místico que os japoneses também gostam de apreciar.<br />
<br />
<strong>A grande festa</strong><br />
A floração das cerejeiras no parque Ueno Kōen é a mais famosa de Tokyo por causa do admirável túnel de flores que os galhos formam. Mas para mim, a grande atração é a festa que as pessoas fazem embaixo delas. É uma rara oportunidade para ver os japoneses tão extrovertidos e alegres. Claro que depois de sorverem muita cerveja e sake.<br />
<br />
Nos dias de semana, à noite, são os funcionários de empresas que se organizam e festejam no local. No sábado e domingo, a presença de jovens e grupos de amigos é maior.<br />
<br />
Sempre que vou no <em>hanami</em> do parque Ueno Kōen acabo entrando no clima e me intrometendo na festa alheia. Mas a culpa não é minha. Até hoje, os festeiros nunca deixaram de me convidar: “<em>doozo, ishoni nondekudasai</em>” (venha, beba aqui com a gente). Eu aceito.<br />
<br />
<strong>Sakura-cerejeira 2011</strong><br />
A previsão para este ano já está sendo divulgada. Segundo o site que eu mais gosto de consultar, da <a href="http://sakura.weathermap.jp/" target="_blank" title="Link">Weathear Map,</a> as flores começarão a abrir em Tokyo por volta do dia 27 de março e estarão no ponto mais bonito entre os dias 2 e 9 de abril.<br />
<br />
Veja mais sobre a previsão da floração do sakura <a href="http://curtindoojapao.com/blog/log/eid139.html" target="_blank" title="Link">neste post</a> <br />
e mais sobre as cerejeiras <a href="http://curtindoojapao.com/blog/sb.cgi?cid=40" target="_blank" title="Link">aqui</a><br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
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<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Sites da previsão de floração de sakura</strong> – <br />
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(em inglês)<br />
- <strong>Japan-guide </strong>- <a href="http://www.japan-guide.com/e/e2011.html" target="_blank" title="Link">http://www.japan-guide.com/e/e2011.html</a><br />
<br />
(em japonês)<br />
- <strong>Japan Weather Association</strong>: <a href="http://tenki.jp/sakura/expectation" target="_blank" title="Link">http://tenki.jp/sakura/expectation</a><br />
- <strong>Weather Map</strong>:<a href="http://sakura.weathermap.jp/" target="_blank" title="Link"> http://sakura.weathermap.jp/</a><br />
- <strong>Weathernews</strong>: <a href="http://weathernews.jp/sakura/" target="_blank" title="Link">http://weathernews.jp/sakura/</a><br />
<br />
<br />
<strong>Parque Ueno Kōen</strong> – Site: <a href="http://www.kensetsu.metro.tokyo.jp/toubuk/ueno/index_top.html" target="_blank" title="Link">http://www.kensetsu.metro.tokyo.jp/toubuk/ueno/index_top.html</a><br />
<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
O canal Chidori-ga-fuchi fica a 2 min. a pé da saída 2, da estação do metrô Kudanshita, das linhas Hanzomon,Tozai e Toei-shinjuku.<br />
<br />
<br />
O parque Ueno Koen fica em frente à saída Koen-guchi, da estação da JR Ueno, das linhas Yamanote, Keihin-tohoku, Joban, etc. E a 2 min. a pé da saída 6 da estação Ueno, da linha Ginza, do metrô. Ou ainda a 2 min. a pé da saída Shomen-guchi, da estação Keisei-Ueno, da linha Keisei-honsen, da Keisei<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Soba, o macarrão ideograma</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid121.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid121.html</id>
		<issued>2011-02-23T19:02:25+09:00</issued>
		<modified>2011-02-23T10:02:25Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2292_Foto18abre.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O nome desse prato é echizen-oroshi-soba e é servido com molho a base de shoyu e nabo ralado. Por cima, cebolinha picada e raspas de katsuobushi (o peixe bonito seco)&quot; title=&quot;O nome desse prato é echizen-oroshi-soba e é servido com molho a base de shoyu e nabo ralado. Por cima, cebolinha picada e raspas de katsuobushi (o peixe bonito seco)&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando visitei a província de Fukui, em setembro, vi muitas plantações de &lt;em&gt;soba&lt;/em&gt; (trigo sarraceno) acompanhando as estradas. É um tipo de paisagem incomum para quem vive nas regiões próximas ao Oceano Pacífico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Soba&lt;/em&gt;* também é o nome de um dos clássicos da gastronomia nipônica: os pratos feitos com o macarrão produzido com a farinha desse cereal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O raciocínio lógico do viajante foi o seguinte: se a região é grande produtora de &lt;em&gt;soba&lt;/em&gt; (o cereal), também deve ter bons restaurantes para se saborear o &lt;em&gt;soba&lt;/em&gt; (a comida). Com água – transbordando - na boca, acrescentei no programa mais um tema para explorar em Fukui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &lt;em&gt;soba&lt;/em&gt; é um prato comum no país inteiro e é servido em vários tipos de restaurantes, dos baratinhos aos sofisticados, e também bastante consumido nos lares japoneses. Mas tá aí uma comida que para mim foi tão difícil de decifrar como um ideograma. A exemplo de muitas outras preciosidades da culinária japonesa, foi necessário percorrer um caminho de provações, estabelecer parâmetros, aguçar o paladar para perceber sabores sutis, regular  os maxilares para identificar texturas e pontos de cozimentos perfeitos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois disso, não dá mais para comer &lt;em&gt;soba&lt;/em&gt; em um restaurante qualquer. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A minha sugestão para quem vai a Fukui é aproveitar a visita ao Eihei-ji e saborear o &lt;em&gt;soba&lt;/em&gt; típico da região, que é chamado de &lt;em&gt;echizen-soba&lt;/em&gt;. Bem na frente do templo tem um excelente restaurante, o Teraguchi, que utiliza nos seus pratos o macarrão produzido artesanalmente no próprio local. E mais: anexo ao restaurante tem uma loja onde se pode ver ao vivo o &lt;em&gt;soba-shokunin&lt;/em&gt; (artesão) fazendo a massa e cortando-a com uma precisão surpreendente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*A palavra &lt;em&gt;soba&lt;/em&gt; também pode siginifcar macarrão. Por exemplo, o lamen é  chamado de &lt;em&gt;soba&lt;/em&gt; chinês, mas  é feito de farinha de trigo, como também o macarrão do  &lt;em&gt;yakisoba&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atenção: existem pessoas que tem alergia ao trigo sarraceno. Em casos graves pode ocorrer uma reação parecida com um ataque de broquite e se não for tratado imediatamente pode levar à morte. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Restaurante Teraguchi&lt;/strong&gt;: Horário: 9h às 16h. Fecha nas terças-feiras. Endereço: Eiheiji-cho, Shihi, 5-17. Tel.: (0776) 63-3064.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Associação de Turismo da Cidade de Eiheij&lt;/strong&gt;i: http://www.eiheiji.jp/&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Para ir ao templo Eihei-ji e ao restaurante Teraguchi, deve-se pegar o ônibus “Express Eiheiji Liner”, em frente à saída Higashi-guchi (saída Leste) da estação de trem Fukui da JR e Echizen-tetsudo. E descer no ponto final, na parada Eiheiji-Monzen, que fica em frente ao portal do templo (tarifa: \ 720; percurso: 30 min.).&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Gastronomia</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2292_Foto18abre.JPG" class="pict" alt="O nome desse prato é echizen-oroshi-soba e é servido com molho a base de shoyu e nabo ralado. Por cima, cebolinha picada e raspas de katsuobushi (o peixe bonito seco)" title="O nome desse prato é echizen-oroshi-soba e é servido com molho a base de shoyu e nabo ralado. Por cima, cebolinha picada e raspas de katsuobushi (o peixe bonito seco)" width="439" height="292" /><br />
<br />
Quando visitei a província de Fukui, em setembro, vi muitas plantações de <em>soba</em> (trigo sarraceno) acompanhando as estradas. É um tipo de paisagem incomum para quem vive nas regiões próximas ao Oceano Pacífico.<br />
<br />
<em>Soba</em>* também é o nome de um dos clássicos da gastronomia nipônica: os pratos feitos com o macarrão produzido com a farinha desse cereal.<br />
<br />
O raciocínio lógico do viajante foi o seguinte: se a região é grande produtora de <em>soba</em> (o cereal), também deve ter bons restaurantes para se saborear o <em>soba</em> (a comida). Com água – transbordando - na boca, acrescentei no programa mais um tema para explorar em Fukui.<br />
<br />
O <em>soba</em> é um prato comum no país inteiro e é servido em vários tipos de restaurantes, dos baratinhos aos sofisticados, e também bastante consumido nos lares japoneses. Mas tá aí uma comida que para mim foi tão difícil de decifrar como um ideograma. A exemplo de muitas outras preciosidades da culinária japonesa, foi necessário percorrer um caminho de provações, estabelecer parâmetros, aguçar o paladar para perceber sabores sutis, regular  os maxilares para identificar texturas e pontos de cozimentos perfeitos. <br />
<br />
Depois disso, não dá mais para comer <em>soba</em> em um restaurante qualquer. <br />
<br />
A minha sugestão para quem vai a Fukui é aproveitar a visita ao Eihei-ji e saborear o <em>soba</em> típico da região, que é chamado de <em>echizen-soba</em>. Bem na frente do templo tem um excelente restaurante, o Teraguchi, que utiliza nos seus pratos o macarrão produzido artesanalmente no próprio local. E mais: anexo ao restaurante tem uma loja onde se pode ver ao vivo o <em>soba-shokunin</em> (artesão) fazendo a massa e cortando-a com uma precisão surpreendente.<br />
<br />
*A palavra <em>soba</em> também pode siginifcar macarrão. Por exemplo, o lamen é  chamado de <em>soba</em> chinês, mas  é feito de farinha de trigo, como também o macarrão do  <em>yakisoba</em>.<br />
<br />
Atenção: existem pessoas que tem alergia ao trigo sarraceno. Em casos graves pode ocorrer uma reação parecida com um ataque de broquite e se não for tratado imediatamente pode levar à morte. <br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Restaurante Teraguchi</strong>: Horário: 9h às 16h. Fecha nas terças-feiras. Endereço: Eiheiji-cho, Shihi, 5-17. Tel.: (0776) 63-3064.<br />
<br />
<strong>Associação de Turismo da Cidade de Eiheij</strong>i: http://www.eiheiji.jp/<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
Para ir ao templo Eihei-ji e ao restaurante Teraguchi, deve-se pegar o ônibus “Express Eiheiji Liner”, em frente à saída Higashi-guchi (saída Leste) da estação de trem Fukui da JR e Echizen-tetsudo. E descer no ponto final, na parada Eiheiji-Monzen, que fica em frente ao portal do templo (tarifa: \ 720; percurso: 30 min.).<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Eihei-ji: um tour dentro da matriz do Zen Budismo</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid120.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid120.html</id>
		<issued>2011-02-10T11:52:19+09:00</issued>
		<modified>2011-02-10T02:52:19Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2251_file.jpg&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O Butsuden é o prédio onde fica o altar do Sanzon Butsu (os Budas do passado, do presente e do futuro)&quot; title=&quot;O Butsuden é o prédio onde fica o altar do Sanzon Butsu (os Budas do passado, do presente e do futuro)&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Eihei-ji é um mosteiro e um local altamente sagrado para os seguidores da escola Sōto-shū do Zen Budismo, mas ele também recebe diariamente uma multidão de visitantes por ser uma das principais atrações turísticas da província de Fukui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Consagrada como a linha zen budista mais conhecida internacionalmente, a Sōto-shū mantém templos em vários países, inclusive no Brasil. Essa escola possui duas matrizes, uma delas é o própio Eihei-ji e a outra é o &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid53.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;Sōjiji&lt;/a&gt;, que fica na cidade de Yokohama (Kanagawa).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fundado em 1244, o Eihei-ji ocupa uma imensa área numa região montanhosa e possui um colossal conjunto arquitetônico que inclui setenta prédios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num domingo ensolarado de setembro, eu me juntei à multidão que fazia fila para participar de um tour pelos principais pavilhões do templo. Veja as imagens dessa visita ao Eihei-ji no slide show abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Templo Eiheij&lt;/strong&gt;i: Horário: 8h30 às 17h (no inverno, até as 16h). Endereço: Eiheiji-cho, Shihi, 5-15. Tel.: (0776) 63-3102. Ingresso: \ 500 (adulto) e \ 200 (criança)&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Informação em inglês sobre o templo&lt;/strong&gt;: http://www.mitene.or.jp/~katumin/eiheiji/gaiyo/eigo00.htm&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Associação de Turismo da Cidade de Eiheiji&lt;/strong&gt;: http://www.eiheiji.jp/&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Para ir ao templo Eiheiji, deve-se pegar o ônibus “Express Eiheiji Liner”, em frente à saída Higashi-guchi (saída Leste) da estação de trem Fukui da JR e Echizen-tetsudo. E descer no ponto final, na parada Eiheiji-Monzen, que fica em frente ao portal do templo (tarifa: \ 720; percurso: 30 min.).&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Templos</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2251_file.jpg" class="pict" alt="O Butsuden é o prédio onde fica o altar do Sanzon Butsu (os Budas do passado, do presente e do futuro)" title="O Butsuden é o prédio onde fica o altar do Sanzon Butsu (os Budas do passado, do presente e do futuro)" width="439" height="292" /><br />
<br />
O Eihei-ji é um mosteiro e um local altamente sagrado para os seguidores da escola Sōto-shū do Zen Budismo, mas ele também recebe diariamente uma multidão de visitantes por ser uma das principais atrações turísticas da província de Fukui.<br />
<br />
Consagrada como a linha zen budista mais conhecida internacionalmente, a Sōto-shū mantém templos em vários países, inclusive no Brasil. Essa escola possui duas matrizes, uma delas é o própio Eihei-ji e a outra é o <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid53.html" target="_blank" title="Link">Sōjiji</a>, que fica na cidade de Yokohama (Kanagawa).<br />
<br />
Fundado em 1244, o Eihei-ji ocupa uma imensa área numa região montanhosa e possui um colossal conjunto arquitetônico que inclui setenta prédios.<br />
<br />
Num domingo ensolarado de setembro, eu me juntei à multidão que fazia fila para participar de um tour pelos principais pavilhões do templo. Veja as imagens dessa visita ao Eihei-ji no slide show abaixo.<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Templo Eiheij</strong>i: Horário: 8h30 às 17h (no inverno, até as 16h). Endereço: Eiheiji-cho, Shihi, 5-15. Tel.: (0776) 63-3102. Ingresso: \ 500 (adulto) e \ 200 (criança)<br />
<strong>Informação em inglês sobre o templo</strong>: http://www.mitene.or.jp/~katumin/eiheiji/gaiyo/eigo00.htm<br />
<strong>Associação de Turismo da Cidade de Eiheiji</strong>: http://www.eiheiji.jp/<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
Para ir ao templo Eiheiji, deve-se pegar o ônibus “Express Eiheiji Liner”, em frente à saída Higashi-guchi (saída Leste) da estação de trem Fukui da JR e Echizen-tetsudo. E descer no ponto final, na parada Eiheiji-Monzen, que fica em frente ao portal do templo (tarifa: \ 720; percurso: 30 min.).<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Dicas para curtir em Takayama</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid119.html" />
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		<issued>2011-01-25T10:04:25+09:00</issued>
		<modified>2011-01-25T01:04:25Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2230_abreFoto17.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;O Hisadaya parece um museu de antiguidades. Antes de virar restaurante, era uma tradicional pousada de Takayama. Alguns móveis e objetos de decoração antigos da família podem ser apreciados no local&quot; title=&quot;O Hisadaya parece um museu de antiguidades. Antes de virar restaurante, era uma tradicional pousada de Takayama. Alguns móveis e objetos de decoração antigos da família podem ser apreciados no local&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;283&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além dos lugares já citados na matéria anterior sobre Takayama, aqui vão mais algumas dicas do que considero imperdível no centro histórico da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Takayama Jinya&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Takayama (também conhecida como Hida Takayama) foi a antiga capital da região de Hida, feudo do clã Kanamori (1585~1692). Depois, a região passou a ser dominada pelo xogum (ou seja, pelo clã Tokugawa, que governou o país por quase 300 anos) mas continuou a ser mantida como capital regional. O Takayama Jinya é justamente o prédio onde o novo governo instalou a sede administrativa. O governador, que era indicado diretamente pelo xogum, também morava nesse local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O clã Tokugawa manteve mais de 60 administrações regionais em todo o país e o Takayama Jinya é o único prédio dentre essas sedes que ainda existe e que, portanto, tem um grande valor histórico. É um belo exemplar da clássica arquitetura japonesa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Festival&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O Takayama Matsuri é um dos festivais mais famosos do Japão e acontece duas vezes ao ano: na primavera (14 e 15 de abril) e no outono (9 e 10 de outubro). Ele teve origem na era do clã feudal Kanamori e depois, em 1718, passou a ter carros alegóricos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem não tiver a chance de assistir ao festival, pelo menos poderá sentir um gostinho dessa tradicionalíssima festa vendo alguns carros alegóricos em exposição no Takayama Yatai Kaikan, que fica ao lado do templo Sakurayama Hachimangu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Feira matinal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A feirinha matinal de Takayama tem uma tradição de duzentos anos. Os próprios agricultores e artesãos expõem e vendem o que produzem nas barracas. Ela acontece todas as manhãs em dois locais: em frente ao Takayama Jinya e na rua ao lado do rio Miyagawa. Horário: das 6h às 12h (no inverno, das 7h às 12h).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Doces de mochi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Perambulando pelas ruas de Takayama encontrei muitas barraquinhas que vendem o &lt;em&gt;dango&lt;/em&gt; (bolinho de arroz mochi), que eu adoro e faço questão que você também experimente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Cafeterias no estilo Japan Nouveau&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Uma boa opção para fazer um lanche e descansar no meio da tarde é entrar numa das muitas cafeteiras do centro histórico. A minha sugestão é a Katsute. No cardápio tem itens clássicos dos &lt;em&gt;kisaten&lt;/em&gt; (casa de chá tradicional japonesa) em versões modernas e simbioses com doces ocidentais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Saquê do bom&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Para quem gosta de saquê, Takayama é um paraíso. A região é cercada por montanhas de mais de 3 mil metros de altitude e o clima frio e a água cristalina que corre nos vales são elementos fundamentais para a produção da bebida de alta qualidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na rua principal do centro histórico tem algumas lojas de fabricantes de saquê. Eu visitei a loja Harada e sai dali meio bêbado porque experimentei, gratuitamente, todos tipos que ela fabrica. Também comprei e me deliciei com pudim, bolo, gelatina e outros produtos feitos com saquê.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Restaurante de comida regional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O exótico da gastronomia regional fica por conta do prato Hoba Miso. O missô (pasta de soja fermentada) junto com outros ingredientes e temperos é grelhado num braseiro sobre uma folha de árvore de magnólia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O restaurante Hisadaya inovou essa receita tradicional acrescentado também a famosa carne bovina de Hida. O prato chamado Hida-gyu Iri Hoba Miso Teishoku é a minha sugestão para um almoço. O preço é ¥ 1.900.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Takayama Jinya&lt;/strong&gt; - Horário: das 8h45 às 16h30 (novembro a fevereiro) ou às 17h (março a outubro, excluindo agosto) ou às 18h (agosto). Fecha nos dias 29 e 31 de dezembro e 1 de janeiro. Ingresso: \ 420 (adulto). Endereço: Takayama-shi, Hakken-machi, 1-5. Tel.: (0577) 32-0643. Site: &lt;a href=&quot;http://www.pref.gifu.lg.jp/English/tourism/takayama/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.pref.gifu.lg.jp/English/tourism/takayama/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Takayama Matsuri Yatai Kaikan&lt;/strong&gt; - Horário: 8h30 às 17h (março a novembro) e 9h às 16h30 (dezembro a fevereiro). Ingresso: ¥ 820, ¥ 510 e ¥ 410 (conforme a idade). Endereço: Takayama-shi, Sakura-machi, 178. Tel.:(0577) 32-5100. Site: &lt;a href=&quot;http://www.hida-hachiman.org/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.hida-hachiman.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Feira Matinal Asaichi&lt;/strong&gt; - Local: na rua ao lado do rio Miyagawa, na parte entre as pontes Kaji-bashi e Yayoi-bashi. E na praça em frente ao Takayama Jinya. Horário: 7h às 12h. Todos os dias. Site: &lt;a href=&quot;http://www.asaichi.net/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.asaichi.net/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Cafeteria Katsute&lt;/strong&gt; - Horário: das 10h às 17h. Fecha nas quartas-feiras. Endereço: Takayama-shi, Kami-san-no-machi, 92. Tel.: (0577) 34-1511. Site: &lt;a href=&quot;http://www.wdo-kao.jp/katute01.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.wdo-kao.jp/katute01.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Restaurante Hisadaya&lt;/strong&gt; - Horário: das 10h30 às 15h. Fecha nas quartas-feiras. Endereço: Takayama-shi, Kami-san-no-machi, 12. Tel.: (0577) 32-0216. Site: &lt;a href=&quot;http://j47.jp/hisadaya/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://j47.jp/hisadaya/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Fábrica e loja de saquê Harada&lt;/strong&gt; - Horário: das 8h às 17h30. Endereço: Takayama-shi, Kami-san-no-machi, 10. Tel.: (0577) 32-0120. Site: &lt;a href=&quot;http://www.sansya.co.jp&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.sansya.co.jp&lt;/a&gt;/&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Site sobre Turismo da prefeitura de Takayama (em português&lt;/strong&gt;):&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.hida.jp/portugue/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.hida.jp/portugue/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Um dos acessos mais fácil para Takayama é a partir da estação de trem de Nagoya. Tomar o superexpress “Hida”, da linha Takayama-honsen, da JR, com destino a Hida-furukawa. Descer na estação de Takayama (tarifa: ¥ 6.070; percurso: 150 min.). Da estação ao centro histórico da cidade leva 15 minutos a pé.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Arquitetura Antiga</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2230_abreFoto17.JPG" class="pict" alt="O Hisadaya parece um museu de antiguidades. Antes de virar restaurante, era uma tradicional pousada de Takayama. Alguns móveis e objetos de decoração antigos da família podem ser apreciados no local" title="O Hisadaya parece um museu de antiguidades. Antes de virar restaurante, era uma tradicional pousada de Takayama. Alguns móveis e objetos de decoração antigos da família podem ser apreciados no local" width="425" height="283" /><br />
<br />
Além dos lugares já citados na matéria anterior sobre Takayama, aqui vão mais algumas dicas do que considero imperdível no centro histórico da cidade.<br />
<br />
<br />
<strong>Takayama Jinya</strong><br />
Takayama (também conhecida como Hida Takayama) foi a antiga capital da região de Hida, feudo do clã Kanamori (1585~1692). Depois, a região passou a ser dominada pelo xogum (ou seja, pelo clã Tokugawa, que governou o país por quase 300 anos) mas continuou a ser mantida como capital regional. O Takayama Jinya é justamente o prédio onde o novo governo instalou a sede administrativa. O governador, que era indicado diretamente pelo xogum, também morava nesse local.<br />
<br />
O clã Tokugawa manteve mais de 60 administrações regionais em todo o país e o Takayama Jinya é o único prédio dentre essas sedes que ainda existe e que, portanto, tem um grande valor histórico. É um belo exemplar da clássica arquitetura japonesa.<br />
<br />
<strong>Festival</strong><br />
O Takayama Matsuri é um dos festivais mais famosos do Japão e acontece duas vezes ao ano: na primavera (14 e 15 de abril) e no outono (9 e 10 de outubro). Ele teve origem na era do clã feudal Kanamori e depois, em 1718, passou a ter carros alegóricos. <br />
<br />
Quem não tiver a chance de assistir ao festival, pelo menos poderá sentir um gostinho dessa tradicionalíssima festa vendo alguns carros alegóricos em exposição no Takayama Yatai Kaikan, que fica ao lado do templo Sakurayama Hachimangu.<br />
<br />
<br />
<strong>Feira matinal</strong><br />
A feirinha matinal de Takayama tem uma tradição de duzentos anos. Os próprios agricultores e artesãos expõem e vendem o que produzem nas barracas. Ela acontece todas as manhãs em dois locais: em frente ao Takayama Jinya e na rua ao lado do rio Miyagawa. Horário: das 6h às 12h (no inverno, das 7h às 12h).<br />
<br />
<strong>Doces de mochi</strong><br />
Perambulando pelas ruas de Takayama encontrei muitas barraquinhas que vendem o <em>dango</em> (bolinho de arroz mochi), que eu adoro e faço questão que você também experimente.<br />
<br />
<strong>Cafeterias no estilo Japan Nouveau</strong><br />
Uma boa opção para fazer um lanche e descansar no meio da tarde é entrar numa das muitas cafeteiras do centro histórico. A minha sugestão é a Katsute. No cardápio tem itens clássicos dos <em>kisaten</em> (casa de chá tradicional japonesa) em versões modernas e simbioses com doces ocidentais.<br />
<br />
<strong>Saquê do bom</strong><br />
Para quem gosta de saquê, Takayama é um paraíso. A região é cercada por montanhas de mais de 3 mil metros de altitude e o clima frio e a água cristalina que corre nos vales são elementos fundamentais para a produção da bebida de alta qualidade.<br />
<br />
Na rua principal do centro histórico tem algumas lojas de fabricantes de saquê. Eu visitei a loja Harada e sai dali meio bêbado porque experimentei, gratuitamente, todos tipos que ela fabrica. Também comprei e me deliciei com pudim, bolo, gelatina e outros produtos feitos com saquê.  <br />
<br />
<strong>Restaurante de comida regional</strong><br />
O exótico da gastronomia regional fica por conta do prato Hoba Miso. O missô (pasta de soja fermentada) junto com outros ingredientes e temperos é grelhado num braseiro sobre uma folha de árvore de magnólia.<br />
<br />
O restaurante Hisadaya inovou essa receita tradicional acrescentado também a famosa carne bovina de Hida. O prato chamado Hida-gyu Iri Hoba Miso Teishoku é a minha sugestão para um almoço. O preço é ¥ 1.900.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Takayama Jinya</strong> - Horário: das 8h45 às 16h30 (novembro a fevereiro) ou às 17h (março a outubro, excluindo agosto) ou às 18h (agosto). Fecha nos dias 29 e 31 de dezembro e 1 de janeiro. Ingresso: \ 420 (adulto). Endereço: Takayama-shi, Hakken-machi, 1-5. Tel.: (0577) 32-0643. Site: <a href="http://www.pref.gifu.lg.jp/English/tourism/takayama/" target="_blank" title="Link">http://www.pref.gifu.lg.jp/English/tourism/takayama/</a><br />
<br />
<strong>Takayama Matsuri Yatai Kaikan</strong> - Horário: 8h30 às 17h (março a novembro) e 9h às 16h30 (dezembro a fevereiro). Ingresso: ¥ 820, ¥ 510 e ¥ 410 (conforme a idade). Endereço: Takayama-shi, Sakura-machi, 178. Tel.:(0577) 32-5100. Site: <a href="http://www.hida-hachiman.org/" target="_blank" title="Link">http://www.hida-hachiman.org/</a><br />
<strong>Feira Matinal Asaichi</strong> - Local: na rua ao lado do rio Miyagawa, na parte entre as pontes Kaji-bashi e Yayoi-bashi. E na praça em frente ao Takayama Jinya. Horário: 7h às 12h. Todos os dias. Site: <a href="http://www.asaichi.net/" target="_blank" title="Link">http://www.asaichi.net/</a><br />
<strong>Cafeteria Katsute</strong> - Horário: das 10h às 17h. Fecha nas quartas-feiras. Endereço: Takayama-shi, Kami-san-no-machi, 92. Tel.: (0577) 34-1511. Site: <a href="http://www.wdo-kao.jp/katute01.html" target="_blank" title="Link">http://www.wdo-kao.jp/katute01.html</a><br />
<strong>Restaurante Hisadaya</strong> - Horário: das 10h30 às 15h. Fecha nas quartas-feiras. Endereço: Takayama-shi, Kami-san-no-machi, 12. Tel.: (0577) 32-0216. Site: <a href="http://j47.jp/hisadaya/" target="_blank" title="Link">http://j47.jp/hisadaya/</a><br />
<strong>Fábrica e loja de saquê Harada</strong> - Horário: das 8h às 17h30. Endereço: Takayama-shi, Kami-san-no-machi, 10. Tel.: (0577) 32-0120. Site: <a href="http://www.sansya.co.jp" target="_blank" title="Link">http://www.sansya.co.jp</a>/<br />
<strong>Site sobre Turismo da prefeitura de Takayama (em português</strong>):<br />
<a href="http://www.hida.jp/portugue/" target="_blank" title="Link">http://www.hida.jp/portugue/</a><br />
<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
Um dos acessos mais fácil para Takayama é a partir da estação de trem de Nagoya. Tomar o superexpress “Hida”, da linha Takayama-honsen, da JR, com destino a Hida-furukawa. Descer na estação de Takayama (tarifa: ¥ 6.070; percurso: 150 min.). Da estação ao centro histórico da cidade leva 15 minutos a pé.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Takayama: de tão perfeito, parece um parque temático</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid118.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid118.html</id>
		<issued>2011-01-08T10:49:40+09:00</issued>
		<modified>2011-01-08T01:49:40Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2203_abretakayama_060.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;Tem momentos que a rua principal do centro histórico fica congestionada de gente&quot; title=&quot;Tem momentos que a rua principal do centro histórico fica congestionada de gente&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O centro histórico de Takayama (Gifu) é tão ajeitadinho que eu até desconfiei que ele foi moldado e maquiado propositadamente para atrair turistas. Achei tudo tão perfeito que não pude deixar de pensar: -&lt;em&gt; Isso aqui tá me cheirando mais a um cenário de parque temático&lt;/em&gt;. Pois já vi outros exemplos de áreas “históricas” recém-construídas ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Takayama reúne itens imprescindíveis para fazer um visitante mergulhar na tradição japonesa sem muito esforço. Arquiteturas centenárias de vários estilos, templos, pontes vermelhas, riquixá, festival tradicionalíssimo, feira matinal e gastronomia regional encontram-se ali à disposição no centro histórico. E com a vantagem de estar tudo concentrado num mapa que cabe na palma da mão e que dá para percorrer usando apenas a sola do pé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É ou não é para desconfiar de tamanha perfeição? Para não carregar a nóia de estar comprando gato por lebre, resolvi assuntar com duas comerciantes locais que estavam proseando na frente da loja de uma delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo as senhoras, tudo permanece como era desde a época de seus ancestrais. Nos últimos dez anos, ocorreu um boom de turistas e apenas detalhes foram modificados. Algumas lojas também fizeram reforma no interior, mas a parte externa continua praticamente igual. Elas me explicaram também que a cidade foi a capital do feudo do clã Kanamori (1585~1692). Depois, a região passou a ser dominada pelo xogum (ou seja, pelo clã Tokugawa, que governou o país por de quase 300 anos), mas Takayama continuou a ser a sede administrativa regional e manteve um florescente comércio durante séculos onde hoje é a rua principal do centro histórico. Esse conjunto arquitetônico é do período Edo (1603~1867).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma vez confirmado que tudo ali é original mesmo, pude perambular e me maravilhar   dentro do cenário antigo. Por fim, só me restou concordar com as três estrelas que o guia Michelin concedeu a Takayama e que contribuiu para que mais e mais pessoas descobrissem esse graciosa cidade, que também é considerada uma mini Kyoto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja abaixo a galeria de fotos com o aspecto geral de Takayama. No próximo &lt;em&gt;Relatos e Fotos&lt;/em&gt; vou fazer uma lista dos lugares para se visitar que considero imperdível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;strong&gt;Site turístico da prefeitura de Takayama (em português)&lt;/strong&gt; - &lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.hida.jp/portugue&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;http://www.hida.jp/portugue&lt;/a&gt;/&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Um dos acessos mais fácil para Takayama é a partir da estação de trem de Nagoya. Tomar o superexpress “Hida”, da linha Takayama-honsen, da JR, com destino a Hida-furukawa. Descer na estação de Takayama (tarifa: ¥ 6.070; percurso: 150 min.). Da estação ao centro histórico da cidade leva 15 minutos a pé.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Arquitetura Antiga</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2203_abretakayama_060.JPG" class="pict" alt="Tem momentos que a rua principal do centro histórico fica congestionada de gente" title="Tem momentos que a rua principal do centro histórico fica congestionada de gente" width="439" height="292" /><br />
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O centro histórico de Takayama (Gifu) é tão ajeitadinho que eu até desconfiei que ele foi moldado e maquiado propositadamente para atrair turistas. Achei tudo tão perfeito que não pude deixar de pensar: -<em> Isso aqui tá me cheirando mais a um cenário de parque temático</em>. Pois já vi outros exemplos de áreas “históricas” recém-construídas ...<br />
<br />
Takayama reúne itens imprescindíveis para fazer um visitante mergulhar na tradição japonesa sem muito esforço. Arquiteturas centenárias de vários estilos, templos, pontes vermelhas, riquixá, festival tradicionalíssimo, feira matinal e gastronomia regional encontram-se ali à disposição no centro histórico. E com a vantagem de estar tudo concentrado num mapa que cabe na palma da mão e que dá para percorrer usando apenas a sola do pé.<br />
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É ou não é para desconfiar de tamanha perfeição? Para não carregar a nóia de estar comprando gato por lebre, resolvi assuntar com duas comerciantes locais que estavam proseando na frente da loja de uma delas.<br />
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Segundo as senhoras, tudo permanece como era desde a época de seus ancestrais. Nos últimos dez anos, ocorreu um boom de turistas e apenas detalhes foram modificados. Algumas lojas também fizeram reforma no interior, mas a parte externa continua praticamente igual. Elas me explicaram também que a cidade foi a capital do feudo do clã Kanamori (1585~1692). Depois, a região passou a ser dominada pelo xogum (ou seja, pelo clã Tokugawa, que governou o país por de quase 300 anos), mas Takayama continuou a ser a sede administrativa regional e manteve um florescente comércio durante séculos onde hoje é a rua principal do centro histórico. Esse conjunto arquitetônico é do período Edo (1603~1867).<br />
<br />
Uma vez confirmado que tudo ali é original mesmo, pude perambular e me maravilhar   dentro do cenário antigo. Por fim, só me restou concordar com as três estrelas que o guia Michelin concedeu a Takayama e que contribuiu para que mais e mais pessoas descobrissem esse graciosa cidade, que também é considerada uma mini Kyoto.<br />
<br />
Veja abaixo a galeria de fotos com o aspecto geral de Takayama. No próximo <em>Relatos e Fotos</em> vou fazer uma lista dos lugares para se visitar que considero imperdível.<br />
<br />
Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
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<!-- end entry_body --><br />
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<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Site turístico da prefeitura de Takayama (em português)</strong> - <br />
<a href="http://www.hida.jp/portugue" target="_blank" title="Link">http://www.hida.jp/portugue</a>/<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
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<!-- begin entry_info2 --><br />
Um dos acessos mais fácil para Takayama é a partir da estação de trem de Nagoya. Tomar o superexpress “Hida”, da linha Takayama-honsen, da JR, com destino a Hida-furukawa. Descer na estação de Takayama (tarifa: ¥ 6.070; percurso: 150 min.). Da estação ao centro histórico da cidade leva 15 minutos a pé.<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Outros Patrimônios da Humanidade com o estilo arquitetônico Gassho-zukuri</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid117.html" />
		<id>http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid117.html</id>
		<issued>2011-01-04T12:01:46+09:00</issued>
		<modified>2011-01-04T03:01:46Z</modified>
		<summary>&lt;!-- begin entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2180_abreFoto10.JPG&quot; class=&quot;pict&quot; alt=&quot;No povoado de Ainokura existem 21 casas no estilo Gassho-zukuri&quot; title=&quot;No povoado de Ainokura existem 21 casas no estilo Gassho-zukuri&quot; width=&quot;439&quot; height=&quot;292&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Junto com Shirakawago, outros dois povoados foram registrados como Patrimônio Cultural da Humanidade: Suganuma e Ainokura. Também fui conhecê-los e fiquei maravilhado porque são graciosos, íntimos e aconchegantes. Deu vontade de ficar por ali e se hospedar por um bom tempo. Eles ficam na região de Gokayama, no extremo sudeste da província de Toyama, na divisa com a província de Gifu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A visita a Suganuma e Ainokura também me convenceu de que o estilo de casa Gassho-zukuri era mesmo muito comum na região. Infelizmente, por causa do isolamento nas altas montanhas, do êxodo para as cidades e do envelhecimento da população rural, os povoados agrícolas foram sendo abandonados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Restaram apenas esse dois locais e Shirakawago que ainda contam com um conjunto bem preservado da impressionante arquitetura, o que já justificaria o registro como Patrimônio Cultural da Humanidade. Mas o título concedido pela Unesco também se deve ao fato dos moradores desses povoados ainda manterem o estilo de vida tradicional que fez surgir esse tipo de casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja mais sobre o estilo arquitetônico Gassho-zukuri &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid115.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid116.html&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Link&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto e fotos: Reginaldo Okada©&lt;br /&gt;
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_body --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Museu Ensho No Yakata e Minzoku-kan&lt;/strong&gt; – Das 9h as 16h. O ingressocom direito a visitar os dois custa  ¥ 300 (adulto) e ¥ 150 (criança).&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Restaurante Gorobe&lt;/strong&gt;i - Das 11hs às 17h. Tel.: (0763) 67-3502.&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info1 --&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!-- begin entry_info2 --&gt;&lt;br /&gt;
Para visitar os dois povoados em Gokayama - de Ainokura e de Suganuma - deve-se tomar ônibus com destino a Shirakawago, em frente à estação Takaoka (na cidade de Takaoka da província de Toyama), das linhas Hokuriku-honsen, Johana-sen ou Himi-sen, da JR. Para ir a Ainokura, descer na parada Ainokura-guchi (tarifa: \1.450; percurso: 110min.), e para ir a Suganuma, descer na parada Suganuma (tarifa: \1.800; percurso: 125min.).&lt;br /&gt;
&lt;!-- end entry_info2 --&gt;</summary>
		<author>
			<name>relatos</name>
		</author>
		<dc:subject>Tema &gt; Patrimônios da Humanidade</dc:subject>
		<content mode="escaped" type="text/html" xml:lang="ja"><![CDATA[<!-- begin entry_body --><br />
<img src="http://curtindoojapao.com/relatos/img/img2180_abreFoto10.JPG" class="pict" alt="No povoado de Ainokura existem 21 casas no estilo Gassho-zukuri" title="No povoado de Ainokura existem 21 casas no estilo Gassho-zukuri" width="439" height="292" /><br />
<br />
Junto com Shirakawago, outros dois povoados foram registrados como Patrimônio Cultural da Humanidade: Suganuma e Ainokura. Também fui conhecê-los e fiquei maravilhado porque são graciosos, íntimos e aconchegantes. Deu vontade de ficar por ali e se hospedar por um bom tempo. Eles ficam na região de Gokayama, no extremo sudeste da província de Toyama, na divisa com a província de Gifu.<br />
<br />
A visita a Suganuma e Ainokura também me convenceu de que o estilo de casa Gassho-zukuri era mesmo muito comum na região. Infelizmente, por causa do isolamento nas altas montanhas, do êxodo para as cidades e do envelhecimento da população rural, os povoados agrícolas foram sendo abandonados.<br />
<br />
Restaram apenas esse dois locais e Shirakawago que ainda contam com um conjunto bem preservado da impressionante arquitetura, o que já justificaria o registro como Patrimônio Cultural da Humanidade. Mas o título concedido pela Unesco também se deve ao fato dos moradores desses povoados ainda manterem o estilo de vida tradicional que fez surgir esse tipo de casa.<br />
<br />
Veja mais sobre o estilo arquitetônico Gassho-zukuri <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid115.html" target="_blank" title="Link">aqui</a> e <a href="http://curtindoojapao.com/relatos/log/eid116.html" target="_blank" title="Link">aqui</a><br />
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Texto e fotos: Reginaldo Okada©<br />
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo<br />
<br />
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<!-- end entry_body --><br />
<br />
<!-- begin entry_info1 --><br />
<strong>Museu Ensho No Yakata e Minzoku-kan</strong> – Das 9h as 16h. O ingressocom direito a visitar os dois custa  ¥ 300 (adulto) e ¥ 150 (criança).<br />
<strong>Restaurante Gorobe</strong>i - Das 11hs às 17h. Tel.: (0763) 67-3502.<br />
<!-- end entry_info1 --><br />
<br />
<!-- begin entry_info2 --><br />
Para visitar os dois povoados em Gokayama - de Ainokura e de Suganuma - deve-se tomar ônibus com destino a Shirakawago, em frente à estação Takaoka (na cidade de Takaoka da província de Toyama), das linhas Hokuriku-honsen, Johana-sen ou Himi-sen, da JR. Para ir a Ainokura, descer na parada Ainokura-guchi (tarifa: \1.450; percurso: 110min.), e para ir a Suganuma, descer na parada Suganuma (tarifa: \1.800; percurso: 125min.).<br />
<!-- end entry_info2 -->]]></content>
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