Série sobre a cidade de Itoman
Turismo rural na terra do maracujá e da acerola
21/10/2008
A técnica de produção de frutas no Japão é algo para se tirar o chapéu. O brasileiríssimo maracujá foi introduzido nestas terras há cerca de cem anos e hoje chega a ter um sabor tão adocicado que até parece que está sendo adubado com açúcar.Exagero à parte, é claro que existem espécies com mais ou com menos acidez e que dependendo dessa característica podem ser preferidas para se fazer sucos ou para se comer in natura. Entretanto, seja qual for o tipo, o sabor do maracujá cultivado no Japão sempre surpreende quem está acostumado com o maracujá do Brasil. Neste país, o objetivo não é só a produção das frutas, mas também manter a alta qualidade para valorizar o produto e conseguir um bom preço. E os agricultores japoneses sabem fazer isso muito bem.
Recentemente no Brasil, tem havido maior interesse dos agricultores pela produção do “maracujá de mesa”, que é a fruta mais doce para se comer fresca, visando agregar valor e colocar o produto em mercados mais sofisticados. Essa é técnica que os brasileiros poderiam aprender aqui no Japão.
Quem tiver curiosidade em ver com os próprios olhos como os japoneses produzem o maracujá, ou mesmo só para matar a saudade, pode ir na fazenda turística Itoman Kanko Noen, que fica na cidade de Itoman, no sul da ilha principal de Okinawa. Ela está próxima de outras atrações turísticas da região, como o famoso Museu Memorial da Paz. Além de uma gigantesca estufa onde são cultivadas várias espécies de plantas tropicais, encontramos ainda outras menores com produção comercial de maracujá e acerola, e que também podem ser visitadas.
Agricultura e turismo
Itoman está se autopromovendo como a cidade de maior produção de maracujá e acerola do Japão. Há cerca de 15 anos, ela iniciou um projeto de incentivo à implantação de culturas dessas duas frutas. A idéia inicial era criar mais uma alternativa econômica para os agricultores, já que a frutificação das duas acontece nos meses quentes, de abril a outubro, período em que outras culturas tradicionais da região, em especial de verduras, entram na entressafra por causa do forte calor.A adesão de dezenas de agricultores da cidade encorajou a prefeitura a idealizar mais um projeto inovador junto com outras instituições e empresas, desta vez de processamento industrial da produção e de desenvolvimento turístico usando a imagem das frutas tropicais. Para isso, em 2000, foi inaugurada a fazenda Itoman Kanko Noen.

A área turística e de lazer tem entrada gratuita e conta com campo de minigolfe, local para realização de eventos, além das estufas onde são cultivadas plantas e árvores tropicais. Um outro grande destaque da fazenda é o prédio onde funciona uma fábrica de vinho feito com o maracujá e a acerola, bem como sucos e geléias de frutas. Os produtos são vendidos no próprio local.
Palavra do produtor
O agricultor Jun-ei Nagamine, 70, foi um dos que embarcaram na campanha da prefeitura local e, há dez anos, plantou 150 mudas de acerola numa área de mil metros quadrados. Em cinco anos começou a colher e atualmente a produção chega a 500 quilos por ano.Ele optou por uma técnica de produção em que as árvores são radicalmente podadas e os galhos formam uma “cerca” com altura de um metro. O agricultor diz que assim dá mais trabalho e a colheita é mais difícil porque tem que se agachar, mas a produção é bem maior do que se deixar os pés se transformarem em árvores grandes. Dessa maneira também é bom para proteger a cultura contra os fortes furacões que regularmente passam por Okinawa.
Nagamine é um dos 56 agricultores de acerola de Itoman que ajudam a cidade a se destacar como a maior produtora desta fruta no Japão. Quanto à produção do maracujá, não há controle dos dados porque muitos agricultores vendem direto para os consumidores, mas ela também está entre as primeiras do país.
Texto e fotos: Reginaldo Okada©
Coordenação e pesquisa: Satomi Shimogo
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Informações úteis
Itoman Kanko Noen – Endereço: Itoman-shi, Mabuni 1018. Abre todos os dias das 9h às 18h. A enntrda é gratuita. Tel.: (098) 997-2793. Site: http://www.itoman-wine.com/
Como chegar
A JAL tem vôos para o aeroporto de Naha (Okinawa) a partir de várias cidades.
No Aeroporto de Naha, pegar o trem "Yui Rail" e descer na Estação
Asahimachi (percurso: 11 min.; tarifa: ¥ 230). Ao lado da estação fica o Naha Bus Terminal, onde deve-se tomar o ônibus 89 e descer na parada Itoman Rotary, (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 500).
O Itoman Kanko Noen fica a 15 minutos de carro a partir do Itoman Rotary.
Asahimachi (percurso: 11 min.; tarifa: ¥ 230). Ao lado da estação fica o Naha Bus Terminal, onde deve-se tomar o ônibus 89 e descer na parada Itoman Rotary, (percurso: 40 min.; tarifa: ¥ 500).
O Itoman Kanko Noen fica a 15 minutos de carro a partir do Itoman Rotary.










